O BRB, o
Banco de Brasília (BSLI4), precisou prestar esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta reta final de março de 2026, depois que informações circulando na imprensa deram conta de que a estatal planeja atrasar a divulgação de seus resultados apurados no quarto trimestre do ano (
4T25).
Caso a instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal deixasse para depois do dia 31 de março de 2026, data limite para apresentação dos balanços financeiros referentes ao ano fiscal anterior, ganharia tempo extra até junho para tampar o rombo bilionário que se enfiou ao fazer negócios com o
Banco Master, do empresário
Daniel Vorcaro.
Em sua defesa, o BRB alegou que mantém interlocução constante com os órgãos reguladores, inclusive o Banco Central do Brasil, prática comum no mercado.
Sobre a divulgação dos resultados do 4T25, a companhia afirma que a apresentação só ocorrerá após a conclusão dos trabalhos da auditoria forense empregada por Machado Meyer e pela consultoria Kroll e a devida validação das informações necessárias, assegurando plena observância às normas regulatórias e contábeis aplicáveis.
A questão-chave para o temor do mercado em relação aos números do Banco de Brasília gira em torno do impacto causado devido à troca de carteiras de crédito com o Banco Master, quando havia comprado R$ 12 bilhões em ativos sob indícios de fraudes.
Só agrava a situação do BRB o fato de a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para o dia 18 de março de 2026 ter sido cancelada,
oportunidade em que os acionistas do BRB, especialmente o governo do Distrito Federal, discutiriam a possibilidade de aumento do capital social.