BRB (BSLI4) conclui auditoria que promete revelar o rombo causado pelo Master

O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".

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Publicado em 08/04/2026 às 10:36h Publicado em 08/04/2026 às 10:36h por Marina Barbosa
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
O BRB (BSLI4) recebeu o relatório final da auditoria que promete revelar o real tamanho do prejuízo deixado pelo caso Master.
A auditoria externa foi conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados e pela consultoria Kroll Associates e foi concluída nessa terça-feira (7), após quatro meses de trabalhos.
🔎 Os achados da autoria agora serão avaliados por uma Comissão Independente de Investigação criada pelo BRB para apurar o caso. Além disso, foram encaminhados para a PF (Polícia Federal).
Segundo o BRB, o relatório foi enviado à PF para que a corporação possa adotar "eventuais medidas cabíveis", caso identifique a "materialidade" de alguma irregularidade.
O relatório preliminar da auditoria já havia sido enviado à Polícia Federal em fevereiro e serviu de base para a abertura de um inquérito que avalia o envolvimento da antiga diretoria do BRB no caso Master. Ou seja, de gestão fraudulenta.
De acordo com as investigações da PF, o BRB teria injetado mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do  Master. O Banco de Brasília ainda tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro em 2025.
Depois que as fraudes vieram à tona, o BRB trocou de comando e contratou uma auditoria externa especializada para apurar o assunto. 

Qual o prejuízo sofrido pelo BRB?

🏦 A auditoria externa ainda deve revelar o tamanho do prejuízo deixado por esse esquema no BRB. Por isso, o Banco de Brasília decidiu não divulgar o balanço do quarto trimestre de 2025 até receber o relatório.
Na semana passada, o BRB disse que o balanço seria divulgado "após a conclusão dos trabalhos e a devida validação das informações necessárias, assegurando plena observância às normas regulatórias e contábeis aplicáveis".
Com isso, no entanto, o BRB ficou sujeito ao pagamento de uma multa de até R$ 51 mil por dia -R$ 50 mil ao Banco Central e R$ 1 mil à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Afinal, o prazo para a apresentação das demonstrações financeiras acabou em 31 de março.

BRB busca capitalização

💲 O BRB, por outro lado, já busca uma forma de cobrir o rombo sofrido no esquema. Por isso, convocou uma assembleia geral de acionistas para discutir uma capitalização de até R$ 8,8 bilhões, por meio da emissão de até 1,6 bilhão de novas ações.
O BRB ainda aguarda a avaliação final da Justiça sobre a lei que prevê o uso de imóveis públicos pelo banco, proposta pelo Governo do Distrito Federal. E tenta um empréstimo de R$ 4 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Enquanto isso, a governadora Celina Leão tenta conseguir ajuda do governo federal para salvar o banco regional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já disse, no entanto, que o governo federal não vai intervir ou federalizar o BRB. 
O que pode acontecer, segundo Durigan, é a compra de ativos do BRB por bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BBAS3).