BRB (BSLI4): Governo do DF pode injetar dinheiro no banco após caso Master
BRB ainda calcula prejuízos, mas diz que o governo do DF pode ajudar a cobrir eventuais perdas.
🚨O Banco de Brasília - BRB (BSLI4) informou nesta segunda-feira (19), que possui plena capacidade de recompor seu capital caso sejam confirmados eventuais prejuízos em determinadas operações.
Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal afirmou que mantém um plano de capital estruturado para cenários de estresse, que não foi acionado até o momento.
Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação específica para aporte de capital por parte do Banco Central do Brasil ou de outros órgãos reguladores.
A instituição também destacou que segue acompanhando a situação de forma contínua.
As declarações do BRB ocorrem após informações divulgadas pela Coluna do Estadão indicarem que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria cobrado prazos para que o governo do Distrito Federal avaliasse um possível aporte de R$ 4 bilhões no banco.
Haddad também preside o CMN (Conselho Monetário Nacional) e acompanha as discussões relacionadas ao tema no Banco Central.
De acordo com a publicação, em conversas recentes, o ministro teria sido enfático quanto à necessidade de definição de um período para que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, estabelecesse um eventual socorro financeiro à instituição.
Após a repercussão da reportagem, o Ministério da Fazenda informou que Haddad não tratou do assunto diretamente com o governo do DF ou com a diretoria do BRB. A pasta, no entanto, não comentou as discussões mantidas com o Banco Central.
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Na semana passada, o próprio BRB já havia reconhecido a possibilidade de aporte por parte de seu controlador.
Segundo o banco, caso seja confirmado algum prejuízo, o plano de capital prevê alternativas como aporte direto do governo do Distrito Federal ou o uso de outros instrumentos para recomposição do capital.
A instituição reforçou que essas opções já estão mapeadas e prontas para eventual utilização, caso se mostrem necessárias.
No fim do ano passado, durante acareação no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que o banco não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aplicados no banco controlado por Daniel Vorcaro antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição privada em novembro.
O BRB chegou a apresentar uma oferta para adquirir parte do Banco Master em março do ano passado, mas a operação foi vetada pelo Banco Central em setembro.
Atualmente, segundo o banco estatal, o valor final do eventual prejuízo ainda está sob análise do regulador e de uma auditoria independente.
📊 Em nota, o BRB informou que trabalha em conjunto com o Banco Central e que todas as operações relacionadas à Operação Compliance Zero estão incluídas na investigação forense conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll.
BRB ainda calcula prejuízos, mas diz que o governo do DF pode ajudar a cobrir eventuais perdas.
O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.