BRB (BSLI4) afirma ter plano para recompor capital diante de “estresse”; entenda

Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação para aporte de capital por parte do BC.

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Publicado em 19/01/2026 às 19:22h - Atualizado 8 horas atrás Publicado em 19/01/2026 às 19:22h Atualizado 8 horas atrás por Matheus Silva
O próprio BRB já havia reconhecido a possibilidade de aporte por parte de seu controlador (Imagem: Shutterstock)
O próprio BRB já havia reconhecido a possibilidade de aporte por parte de seu controlador (Imagem: Shutterstock)

🚨O Banco de Brasília - BRB (BSLI4) informou nesta segunda-feira (19), que possui plena capacidade de recompor seu capital caso sejam confirmados eventuais prejuízos em determinadas operações. 

Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal afirmou que mantém um plano de capital estruturado para cenários de estresse, que não foi acionado até o momento.

Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação específica para aporte de capital por parte do Banco Central do Brasil ou de outros órgãos reguladores. 

A instituição também destacou que segue acompanhando a situação de forma contínua.

Governo e discussões em andamento

As declarações do BRB ocorrem após informações divulgadas pela Coluna do Estadão indicarem que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria cobrado prazos para que o governo do Distrito Federal avaliasse um possível aporte de R$ 4 bilhões no banco.

Haddad também preside o CMN (Conselho Monetário Nacional) e acompanha as discussões relacionadas ao tema no Banco Central.

De acordo com a publicação, em conversas recentes, o ministro teria sido enfático quanto à necessidade de definição de um período para que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, estabelecesse um eventual socorro financeiro à instituição.

Após a repercussão da reportagem, o Ministério da Fazenda informou que Haddad não tratou do assunto diretamente com o governo do DF ou com a diretoria do BRB. A pasta, no entanto, não comentou as discussões mantidas com o Banco Central.

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Possibilidade de aporte segue no radar

Na semana passada, o próprio BRB já havia reconhecido a possibilidade de aporte por parte de seu controlador.

Segundo o banco, caso seja confirmado algum prejuízo, o plano de capital prevê alternativas como aporte direto do governo do Distrito Federal ou o uso de outros instrumentos para recomposição do capital.

A instituição reforçou que essas opções já estão mapeadas e prontas para eventual utilização, caso se mostrem necessárias.

Investigações e apuração de valores

No fim do ano passado, durante acareação no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que o banco não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aplicados no banco controlado por Daniel Vorcaro antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição privada em novembro.

O BRB chegou a apresentar uma oferta para adquirir parte do Banco Master em março do ano passado, mas a operação foi vetada pelo Banco Central em setembro.

Atualmente, segundo o banco estatal, o valor final do eventual prejuízo ainda está sob análise do regulador e de uma auditoria independente.

📊 Em nota, o BRB informou que trabalha em conjunto com o Banco Central e que todas as operações relacionadas à Operação Compliance Zero estão incluídas na investigação forense conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll.