Nem Itaú, nem BB: BBA aponta o 'único' banco que ainda vale a pena investir
Na avaliação do Itaú BBA, os bancões já negociam levemente acima das médias históricas dos últimos cinco anos.
🚀As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) decolavam mais de 8% nesta segunda-feira (5), após o banco divulgar resultados melhores que a encomenda no segundo trimestre.
A disparada da instituição financeira ganhou ainda mais holofotes dos investidores ao conseguir se desvencilhar da aversão a risco no Brasil e no mundo.
Embora o crescimento de 12% do lucro líquido no trimestre tenha agradado aos analistas, é preciso lembrar que a empresa acumula intensa desvalorização de mercado nos últimos tempos.
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Conforme dados computados pelo Investidor10, a rentabilidade real do banco, já descontando a inflação, foi de −50% nos últimos cinco anos.
Ou seja, o investidor que carrega as ações do Bradesco desde agosto de 2019 viu o seu patrimônio cair pela metade. Por isso, vale o questionamento se o momento de virada realmente chegou ao banco ou se a valorização recente é apenas momentânea.
Então, destrinchando os números divulgados no segundo trimestre, os analistas da Ativa Investimentos consideram que o grande problema de Bradesco parece ter sido solucionado: capacidade de voltar a crescer enquanto melhora a sua carteira de crédito.
Afinal, um bom banco para os seus acionistas é aquele que consegue emprestar dinheiro para mais clientes, com alto spread, tomando o menor calote possível.
"Com um volume dos spread e concessões crescentes, o banco foi capaz de evoluir sua margem financeira com clientes em 5,0% enquanto reduziu a inadimplência em 0,5 p.p. no trimestre", destaca o analista Pedro Serra, que assina o relatório da corretora.
Na visão de Serra, a evolução da margem financeira líquida (spread bancário livre de provisionamento) é o principal triunfo do Bradesco no momento. Ela acelerou 0,6 p.p. no período, atingindo a marca de 4,4%.
A Ativa Investimentos ressalta que o resultado do Bradesco não é só positivo no trimestre e recomenda a compra das ações. O preço-alvo é de R$ 17.
"O Bradesco ganhou no qualitativo, então nos parece um fim do movimento risk off da carteira enquanto a qualidade segue melhorando", avalia a corretora.
Em outras palavras, significa que o investidor poderá ter maior confiança nos próximos resultados do banco.
Na avaliação do Itaú BBA, os bancões já negociam levemente acima das médias históricas dos últimos cinco anos.
Os novos valores brutos passam a ser de R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por ação preferencial.