2026 está colocando à prova a famosa frase do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, que uma vez disse: "Nunca aposte contra a América". De fato, as bolsas de valores nos Estados Unidos ainda concentram as melhores oportunidades de investimentos. Todavia, a renda variável está se saindo melhor em outras partes do planeta, sobretudo bem aqui na América Latina.
O Brasil justamente está entre as bolsas de valores mais rentáveis em 2026, uma vez que o desempenho do
Ibovespa em dólares já flerta valorização de quase +20%. No caso, o
iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), investimento que replica uma cesta de empresas brasileiras cotadas em
dólar, acumula ganhos de +18% desde o início do ano até esta terça-feira (27).
Embora os investimentos no Brasil estejam muito bem na fotografia em 2026, enquanto os famosos índices acionários americanos em Wall Street mal entregam lucro de +2% no período, são nossos vizinhos na América Latina que ostentam ganhos de quase +30% no mesmo intervalo.
O
Investidor10 apurou que o
iShares MSCI Peru ETF (EPU), investimento que replica uma cesta de empresas peruanas cotadas em dólar, se valoriza +26% no acumulado do ano. No caso, o
ETF EPU é composto por 25 empresas listadas na Bolsa de Valores do Peru, com maior exposição em mineradoras de prata e cobre.
Daí, fica fácil entender o porquê de não só os investimentos no Peru, como na América Latina em geral, liderarem o ranking das bolsas de valores no mundo que mais entregam dinheiro no bolso dos investidores, considerando que tais países estão recheados de empresas ligadas à exploração de commodities.
Ranking das bolsas de valores globais em 2026
- Peru (ETF EPU): +26% em dólares (América Latina)
- Coreia do Sul (ETF EWY): +25% em dólares
- Colômbia (ETF COLO): +22% em dólares (América Latina)
- Brasil (ETF EWZ): +18% em dólares (América Latina)
- Chile (ETF ECH): +17% em dólares (América Latina)
- Turquia (ETF TUR): +15% em dólares (Oriente Médio)
- África do Sul (ETF EZA): +13% em dólares (África)
- México (ETF EWW): +11% em dólares (América Latina)
- Taiwan (ETF EWT): +11% em dólares (Ásia)
- Holanda (ETF EWN): +11% em dólares (Zona do Euro)
- Argentina (ETF ARGT): +10% em dólares (América Latina)
- Dinamarca (ETF EDEN): +9% em dólares (Europa)
- Noruega (ETF ENOR): +9% em dólares (Europa)
- Hong Kong (ETF EWH): +9% em dólares (Ásia)
- Suécia (ETF EWD): +8% em dólares (Europa)
- Polônia (ETF EPOL): +8% em dólares (Europa)
- Áustria (EWO): +7% em dólares (Zona do Euro)
- Austrália (ETF EWA): +7% em dólares (Oceânia)
- Bélgica (ETF EWK): +7% em dólares (Zona do Euro)
- Japão (ETF EWJ): +6% em dólares (Ásia)
- China (ETF MCHI): +5% em dólares (Ásia)
- Reino Unido (ETF EWU): +5% em dólares
- Zona do Euro (ETF FEZ): +5% em dólares (Zona do Euro)
- Espanha (ETF EWP): +5% em dólares (Zona do Euro)
- Singapura (ETF EWS): +5% em dólares (Ásia)
- Canadá (ETF EWC): +4% em dólares (América do Norte)
- Alemanha (ETF EWG): +3% em dólares (Zona do Euro)
- Itália (ETF EWI): +3% em dólares (Zona do Euro)
- Suíça (ETF EWL): +3% em dólares (Europa)
- Nasdaq-100 (ETF QQQ): +3% em dólares (América do Norte)
- Dow Jones (ETF DIA): +2% em dólares (América do Norte)
- S&P 500 (ETF VOO): +2% em dólares (América do Norte)
- França (ETF EWQ): +2% em dólares (Zona do Euro)
- Irlanda (ETF EIRL): +2% em dólares (Europa)
- Vietnã (ETF VNM): -2% em dólares (Ásia)
- Índia (ETF INDA): -4% em dólares (Ásia)