BofA eleva recomendação para o Brasil e aposta em ciclo de corte de juros

Banco vê início da redução da Selic, e JBS, Petrobras e Itaú ganham destaque na carteira do banco.

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Publicado em 12/01/2026 às 14:15h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 12/01/2026 às 14:15h Atualizado 2 minutos atrás por Wesley Santana
Bolsa brasileira é a mais importante da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Bolsa brasileira é a mais importante da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Um dos maiores bancos de investimentos do mundo agora tem uma visão positiva em relação ao Brasil. Nesta segunda-feira (12), o Bank Of America divulgou um relatório ao mercado informando que elevou sua recomendação para compra dos ativos brasileiros.

O documento destaca uma perspectiva favorável para a economia nacional e cita o possível corte nos juros básicos como fator de elevação da recomendação. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas esse número deve ser reduzido em algumas das próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), conforme projeta o Boletim Focus.

“Começamos 2026 com uma visão construtiva para a América Latina. O Brasil está posicionado para um ciclo profundo de cortes de juros, potencialmente iniciando já no primeiro trimestre de 2026”, escreveu o relatório assinado por David Beker e sua equipe. “O Brasil possui várias empresas capazes de gerar caixa mesmo em ambientes macro mais fracos, com retornos elevados sobre o capital e boa visibilidade de lucros”, comentou a equipe.

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Houve uma mudança também na composição da carteira Brasil, com troca de algumas das empresas que compunham a lista. O banco retirou a Yduqs (YDUQ3) da carteira, mas incluiu nomes como Raia Drogasil (RADL3) e Ânima (ANIM3).

Atualmente, o papel com maior peso na carteira do BofA é o da JBS (JBSS32), que carrega 0,8%. Outros nomes de peso são Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4).

Ainda na América Latina, o banco não fez outras mudanças tão importantes, mantendo suas posições em direção a outros países. Foi mantida, por exemplo, a recomendação de compra para os ativos da Argentina, México e Peru, além de ter neutralidade na Colômbia, onde cita o cenário eleitoral como preocupação para este ano.