Boa Safra (SOJA3) expande atuação, com negócio na África

A companhia formou uma joint venture para a produção de milho na Nigéria.

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Publicado em 06/04/2026 às 14:19h Publicado em 06/04/2026 às 14:19h por Marina Barbosa
Joint venture visa a produção de sementes de milho (Imagem: Shutterstock)
Joint venture visa a produção de sementes de milho (Imagem: Shutterstock)
A Boa Safra (SOJA3) está expandindo as suas atividades para além do território brasileiro.
A produtora de sementes anunciou nesta segunda-feira (6) a criação de uma joint venture na Nigéria -um dos maiores mercados agrícolas da África.
"O projeto representa um passo importante na estratégia de expansão internacional da companhia, permitindo levar nosso know-how para um mercado com grande potencial agrícola", afirmou o CEO da Boa Safra, Marino Colpo.

O negócio na África

A joint venture visa a produção de sementes de milho para atendimento do mercado local e está avaliada em US$ 9,7 milhões.
A Boa Safra terá uma fatia inicial de 20% da nova empresa, por meio da controlada Bestway Seeds. Porém, tem a opção de elevar essa participação para 40%. 
Já o controle da joint venture ficará nas mãos de um parceiro local, de nome não revelado.
Em comunicado ao mercado, a companhia brasileira explicou que não vai precisar colocar dinheiro no negócio neste momento.
A fatia de 20% foi garantida por meio da transferência de conhecimento e da aplicação da sua expertise na produção de sementes no mercado nigeriano.
Na avaliação do diretor financeiro e de relações com investidores da Boa Safra, Felipe Marques, é uma estratégia que "permite uma expansão eficiente e sustentável, com baixo impacto sobre a estrutura financeira da companhia".
Ao levar o seu modelo para a Nigéria, a Boa Safra ainda espera ajudar a elevar a produtividade agrícola local, contribuindo para a autossuficiência do país na produção de sementes de milho para atendimento de sua demanda interna. 

Boa Safra

A Boa Safra é líder na produção de sementes de soja no Brasil, mas também produz sementes de milho, sorgo, trigo, feijão e forrageiras. 
A companhia apresentou um rápido ciclo de expansão nos últimos anos, mas teve um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões no quarto trimestre de 2025.
O resultado contrasta com o lucro de R$ 80 milhões do mesmo período de 2024 e pesou sobre as ações da companhia nos últimos dias.
Segundo a companhia, o resultado reflete um ano em que as margens foram pressionadas pela maior concorrência e pela baixa dos preços dos grãos, além de um aumento do custo financeiro e das despesas operacionais.
Diante desse cenário e da perspectiva de uma produção estável em 2026, o Bradesco BBI cortou a recomendação para as ações da Boa Safra, de compra para neutra.
Já casas como a XP mantêm uma recomendação de compra, por entender que a companhia ainda tem espaço para ampliar sua participação no mercado brasileiro.