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Berkshire Hathaway (BERK34) reportou lucro operacional de US$ 10,2 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de pouco mais de 29% em relação aos US$ 14,56 bilhões registrados no mesmo período de 2024. O resultado marca o último balanço sob o comando direto de
Warren Buffett como CEO da companhia.
O principal fator para a retração foi a piora no desempenho do segmento de seguros, tradicional motor de geração de caixa do conglomerado. O lucro de subscrição caiu 54%, para US$ 1,56 bilhão, ante US$ 3,41 bilhões um ano antes.
A receita com investimentos desse braço também recuou cerca de 25%, totalizando US$ 3,1 bilhões, frente a US$ 4,09 bilhões no quarto trimestre de 2024.
No acumulado de 2025, o lucro operacional somou US$ 44,49 bilhões, abaixo dos US$ 47,44 bilhões apurados em 2024.
Buffett anunciou sua saída do cargo de CEO na assembleia anual realizada em maio de 2025. O comando da empresa foi assumido no início de 2026 por
Greg Abel, que, em sua primeira carta anual aos acionistas, afirmou que manterá a cultura de disciplina de capital e solidez financeira construída ao longo das décadas por Buffett, que permanece como presidente do conselho.
Lucro líquido e impacto contábil
O lucro líquido total da Berkshire, que inclui ganhos e perdas não realizados com a carteira de ações, caiu levemente no quarto trimestre, passando de US$ 19,7 bilhões para US$ 19,2 bilhões.
A empresa voltou a destacar que a volatilidade de curto prazo nos resultados contábeis dos investimentos pode ser enganosa e não deve ser o principal foco dos acionistas.
Histórico de desempenho
Apesar do desempenho mais fraco em 2025, a trajetória de longo prazo da Berkshire permanece robusta. As ações classe A da companhia avançaram 10% no ano, abaixo dos 16,4% do S&P 500.
🚀 Desde 1965, no entanto, a Berkshire acumula valorização anualizada de 19,7%, quase o dobro do índice. Segundo Greg Abel, os ganhos totais da empresa superam 6.000.000% no período, frente a aproximadamente 46.000% do S&P 500, incluindo
dividendos.