Banco Pine (PINE4) lucra 173% mais no 4T25 e avalia oferta de ações
Balanço do 4T25 evidenciou a virada operacional do Pine, que agora quer ampliar liquidez na B3.
Nesta segunda-feira (23), o Banco Pine (PINE4) anunciou uma oferta subsequente de suas ações na bolsa de valores. A instituição financeira vai colocar mais 21,8 milhões de novos papéis no balcão, sendo que esse número pode chegar a 30 milhões, dependendo da demanda do mercado.
No total, o valor final do follow-on será de R$ 400 milhões se tudo ocorrer dentro do que a companhia espera. O preço será definido no próximo dia 3 de março, depois do bookbuilding, mas possivelmente vai ficar no mesmo patamar da cotação atual, na casa de R$ 12.
A oferta será restrita aos investidores profissionais, que são aqueles que cumprem alguns dos requisitos técnicos para investimentos. A operação é coordenada pelo Itaú BBA e conta com a participação do BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e Safra.
"A decisão de investimento nas ações requer experiência e conhecimentos específicos que permitam ao investidor uma análise detalhada dos negócios do banco, seu mercado de atuação e dos riscos inerentes aos negócios, que podem, inclusive, ocasionar a perda integral do valor investido”, diz o comunicado.
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"Recomenda-se que os acionistas e os investidores profissionais interessados em participar da oferta consultem seus advogados, contadores, consultores financeiros e demais profissionais que julgarem necessários para auxiliá-los na avaliação dos riscos inerentes aos negócios do banco e ao investimento nas ações”, continua.
Do total ofertado pelo Pine, pelo menos um quinto deve ir para as mãos dos acionistas, que vão exercer o direito de preferência pelos papéis. A ideia é que eles não sofram diluição de capital com o follow-on.
Segundo o banco, o valor captado será usado para otimizar a estrutura de capital, além de reforçar a capacidade de crescimento e ampliar a flexibilidade financeira.
Depois do anúncio, as ações da Pine reagiram de forma negativa, conforme dados da B3. Nos primeiros minutos do pregão desta segunda, os papéis caíram mais de 3% no balcão da bolsa, cotados em R$ 12,30.
O resultado atual, porém, não mexe nem com os números recentes da instituição financeira. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 180% na cotação dos papéis, que eram negociados por R$ 4,30 no começo do ano passado.
Balanço do 4T25 evidenciou a virada operacional do Pine, que agora quer ampliar liquidez na B3.
Valor Econômico consultou fontes com conhecimento no assunto que apontam para Follow-on após divulgação de resultados.