O ministro da Fazenda,
Dario Durigan, indicou nesta quarta-feira (1º) que os bancos públicos podem ajudar no plano de socorro do
BRB (BSLI4).
Durigan disse que o governo federal não vai intervir ou federalizar o BRB, que entrou em crise depois de se envolver com o Banco Master. Porém, afirmou que os bancos públicos poderiam comprar ativos do Banco de Brasília.
🏦 Ao levantar essa possibilidade, o ministro da Fazenda citou especificamente a
Caixa Econômica Federal e o
Banco do Brasil (BBAS3).
"Caixa e Banco do Brasil podem atuar com o BRB da mesma forma que bancos privados, adquirindo carteiras ou títulos", afirmou, em entrevista à "GloboNews".
Segundo ele, o Tesouro Nacional já liberou o BRB a vender carteiras com garantia da União para outros bancos que tenham interesse em assumir esses negócios. Caixa e Banco do Brasil, por sua vez, ainda não falaram sobre o assunto.
Governo do DF
Ao descartar uma intervenção federal, Durigan disse ainda que quem precisa lidar com a situação do BRB é o governo do Distrito Federal.
🗣️ "E se houver risco sistêmico, o próprio Banco Central conduzirá o diálogo com o governo federal", afirmou.
O governo do Distrito Federal mudou de mãos nesta semana, já que Ibaneis Rocha (MDB) renunciou ao cargo para se lançar candidato nas eleições, deixando o posto nas mãos da vice
Celina Leão (PP).
Celina teria telefonado para Dario Durigan, que também assumiu a Fazenda após a saída de
Fernando Haddad, pedindo uma ajuda para endereçar a questão do Master depois da posse.
As operações, no entanto, ainda estão em negociação, assim como a auditoria que tenta descobrir o tamanho exato deixado pela crise do Master no BRB.
BRB adia balanço
Diante dessas negociações e auditorias, o Banco do Brasília adiou a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, ficando sujeito ao pagamento de uma
multa de até R$ 51 mil por dia.
Segundo as investigações da PF (Polícia Federal), o BRB teria injetado mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master. O banco ainda tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro em 2025.