Azul (AZUL53) fará nova oferta de ações; veja impacto para os acionistas

A aérea pretende captar até US$ 950 milhões na oferta, para sair da recuperação judicial.

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Publicado em 21/01/2026 às 11:21h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 21/01/2026 às 11:21h Atualizado 3 minutos atrás por Marina Barbosa
Azul também anunciou novo aporte de investidores estratégicos (Imagem: Shutterstock)
Azul também anunciou novo aporte de investidores estratégicos (Imagem: Shutterstock)
A Azul (AZUL53) já emitiu mais de 1 trilhão de novas ações para tentar colocar as contas em ordem, o que levou a uma diluição significativa dos acionistas e pressiona as ações da aérea na B3. Contudo, ainda não concluiu esse processo.
💲 A Azul disse nesta quarta-feira (21) que fará uma nova oferta pública de ações, para captar até US$ 950 milhões. Isto é, cerca de R$ 5 bilhões na atual cotação do dólar.
As novas ações serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor da companhia definido no seu plano de recuperação judicial. Por isso, deve acarretar em uma diluição de mais 80% da base acionária existente no momento.
Segundo a aérea, a nova oferta foi acertada com determinados investidores e também contará com a participação de um ou mais investidores estratégicos.
📉 A operação faz parte do plano de recuperação judicial da companhia, que, além de captar novos recursos, converteu dívidas em ações recentemente para tentar se reestruturar. Contudo, pesa sobre as suas ações. 
Os papeis da Azul já caíram mais de 70% em 2026. Por isso, passaram a ser negociados em lotes de 10 mil ações, inicialmente sob o ticker AZUL54 e agora sob AZUL53, por causa da conversão dos papeis preferenciais em ordinários. 
A desvalorização segue nesta quarta-feira (21), diante do anúncio da nova oferta. Às 11h, o ativo caía mais de 12%.

Azul mira saída da recuperação judicial

Além da nova oferta de ações, a Azul anunciou nesta quarta-feira (21) um novo plano de negócios que promete pavimentar a sua saída da recuperação judicial.
O plano prevê ajustes no cronograma de entrega das novas aeronaves, termos comerciais mais favoráveis com bancos e uma nova injeção de capital na companhia.
✈️ Segundo a Azul, determinados credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a sua saída antecipada da recuperação judicial.
"Tal investimento adicional sinaliza o apoio dos credores e stakeholders da Companhia e sua confiança na Azul e em seu plano de negócios", afirmou.
Com isso, a companhia passou a prever uma injeção de capital total de US$ 950 milhões, sendo:
  • US$ 650 milhões em garantia firme na oferta pública de saída do Chapter 11;
  • US$ 200 milhões de investidores estratégicos;
  • US$ 100 milhões adicionais.

O plano da Azul

Diante disso, a Azul pretende sair da recuperação judicial em fevereiro, com uma alavancagem líquida de 2,5x
A expectativa é encerrar esse processo "como uma companhia aérea significativamente mais saudável, com menor endividamento total, menores passivos de arrendamento e pagamentos de arrendamento de aeronaves, bem como uma alavancagem consideravelmente inferior".
A Azul entrou em recuperação judicial em maio de 2025, ao acessar o Chapter 11, nos Estados Unidos. O objetivo era eliminar mais de US$ 2,0 bilhões em dívidas financeiras e cortar pela metade a alavancagem, que atingiu 5,2x em 2024.