As 5 ações Buy and Hold que podem surpreender em 2026

No setor educacional, a Ser Educacional aparece como uma alternativa de crescimento.

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Publicado em 31/12/2025 às 08:00h - Atualizado 19 horas atrás Publicado em 31/12/2025 às 08:00h Atualizado 19 horas atrás por Elanny Vlaxio
O Banco do Brasil surge como uma tese de recuperação (Imagem: Shutterstock)
O Banco do Brasil surge como uma tese de recuperação (Imagem: Shutterstock)
💸 Em meio às incertezas do cenário macroeconômico e às apostas para o próximo ciclo de crescimento, algumas empresas da B3 aparecem no radar de investidores com foco em estratégias de longo prazo. 
Segundo Fernando Marx, contribuidor do TC, há 5 ações, com base em dados do Investidor10, que reúnem fundamentos sólidos e potencial de valorização para quem pensa em Buy and Hold em 2026.
No setor de petróleo, a PRIO se destaca pela eficiência e pela geração de caixa. Para Marx, a companhia se diferencia mesmo em um ambiente de volatilidade do petróleo.
“A Prio é a empresa de petróleo mais eficiente do Brasil, com um FCFY (Fluxo de Caixa Livre, da tradução do inglês) acima de 40% para os próximos dois anos”, afirma. 
Ele ressalta ainda que a produção deve alcançar 200 mil barris por dia em 2026, o dobro do volume de 2025, além da expectativa de um programa formal de recompra de ações e pagamento de dividendos.
O breakeven (cálculo sobre a estabilidade financeira de uma empresa) acima de US$ 30 o barril, segundo o analista, reforça a resiliência do portfólio.
Outra aposta é a São Martinho, que atravessa um momento desfavorável do ciclo do açúcar, mas mantém vantagens competitivas relevantes. De acordo com Marx, “mesmo em um baixo ciclo, a empresa segue como uma das mais eficientes do mundo, com custos muito baixos”. 
Enquanto concorrentes globais e locais enfrentam queima de caixa, a companhia continua investindo e expandindo projetos, negociando atualmente a um valor inferior ao de suas próprias terras.
💰 No setor educacional, a Ser Educacional aparece como uma alternativa de crescimento contratado. O contribuidor do TC destaca que a empresa já tem garantidas vagas de medicina para 2026, além de operar com baixo nível de capex e múltiplos atrativos. 
“É uma das companhias domésticas com menor relação preço/lucro da bolsa hoje”, pontua, ao indicar o papel como opção defensiva dentro do mercado local.
Entre os bancos, o Banco do Brasil surge como uma tese de recuperação. Segundo Marx, os desafios enfrentados pelo agronegócio ficaram para trás. 
“O pior já passou, com novas formas de concessão de crédito, como a alienação de terras, e os efeitos da MP 1314, que tende a reduzir a inadimplência”, avalia. 
A expectativa é de um retorno sobre patrimônio próximo de 15% em 2026, além de proventos que podem voltar ao patamar de cerca de 8%.
Fechando a lista, a C&A aparece como uma exceção dentro do varejo, setor que normalmente não figura entre as estratégias clássicas de buy and hold. 
🗣️ Ainda assim, Marx vê valor no papel. “Negociando a cerca de 7 vezes o lucro estimado para 2026, com alavancagem baixa e melhora operacional, a ação se torna atrativa para ganho de capital”, explicou.
Para o especialista, o conjunto dessas empresas reúne características que podem surpreender o mercado no médio e longo prazo, especialmente em um cenário de normalização econômica e maior seletividade dos investidores em 2026.