CSN Mineração (CMIN3) prevê R$ 13 bilhões em investimentos entre 2025 e 2030
A CMIN3 estima um custo de produção (C1) entre US$ 21,5 e US$ 23 por tonelada em 2025.
Existe uma velha máxima no mercado financeiro que diz: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. A frase vem bem a calhar com o momento da CSN Mineração (CMIN3), que viu o preço de suas ações disparar mais de 50% entre junho e setembro de 2024.
🚨 Conforme a Genial Investimentos, o valuation de CMIN3 esticou bastante nas últimas semanas, empurrando a ação para uma espécie de short squeeze.
O termo em inglês refere-se a uma súbita valorização do ativo negociado em bolsa de valores, geralmente provocado pelo alto volume de operações vendidas que faz com que os investidores sejam obrigados a vender suas ações.
"É bem provável que o short squeeze da CMIN3 tenha sido promovido pelo programa de recompra iniciado pela companhia, aliado a típica falta de liquidez, que por sua vez deriva do baixo percentual de free float das ações", comenta o analista Rafael Chamadoira, em relatório divulgado nesta terça-feira (24).
Ou seja, para o analista, a CSN Mineração perdeu seus paramentos fundamentalistas, já que a companhia vinha desempenhando bem.
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Na visão da corretora, por ora, foi mantido o preço justo da CMIN3 em R$ 6,00 nos próximos 12 meses.
No entanto, o analista rebaixou a recomendação de compra para apenas manter, já que a empresa já até superou o preço justo estipulado.
Atualmente, as ações ordinárias da CSN Mineração são negociadas por volta de R$ 6,64 cada. Portanto, existe um potencial prejuízo de 10% aos investidores que entram na tese de investimento agora em relação ao valuation calculado pela Genial.
⛏️ O cenário macroeconômico não deixa o analista confortável em melhorar as premissas sobre a CSN Mineração, que é a segunda maior exportadora de minério de ferro brasileira, logo atrás da Vale (VALE3).
Isso porque a referência de preço da commodity deve ficar em US$ 98 por tonelada no terceiro trimestre do ano e, depois, cair para US$ 95 por tonelada no quarto trimestre.
"Usamos essas premissas desde fevereiro, e na época se encontravam mais pessimistas que o consenso. É possível que, caso o preço da commodity continue nesse patamar depreciado, revisitemos para baixo a nossa projeção para o final de 2024 e para 2025, que se encontra com uma média de US$ 99 por tonelada", conclui Chamadoira.
A CMIN3 estima um custo de produção (C1) entre US$ 21,5 e US$ 23 por tonelada em 2025.
O resultado representa um aumento de 56,02% em comparação com o mesmo período de 2022.