🚀 As ações da
B3 (B3SA3) lideraram os ganhos do
Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (6) após o UBS BB revisar de forma positiva sua visão sobre a companhia. O papel chegou a subir mais de 5% no intradia, reagindo à elevação da recomendação de neutra para compra.
Por volta das 13h (horário de Brasília), as ações avançavam 4,43%, negociadas a R$ 16,98, figurando como a melhor performance entre as ações do principal índice da bolsa. Na máxima do dia, o papel tocou R$ 17,09.
O volume também chamou atenção. Mais de 20,8 mil negócios e giro financeiro próximo de R$ 545 milhões, colocando a ação entre as mais negociadas da sessão.
UBS BB eleva preço-alvo e vê desconto relevante
Em relatório, o UBS BB aumentou o preço-alvo da B3 de R$ 16 para R$ 19,50 em um horizonte de 12 meses, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação ao fechamento anterior, de R$ 16,26.
Segundo o banco, mesmo após o rali recente, a B3 ainda negocia com desconto relevante de cerca de 35% frente a outras bolsas de mercados emergentes e de 31% em relação às bolsas globais.
Historicamente, esses descontos ficavam entre 34% e 36%, o que reforça, na visão dos analistas, que ainda há espaço para reprecificação.
Fluxo estrangeiro e juros mais baixos sustentam a tese
Para os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Bruno Kenji, a mudança de recomendação está ancorada em dois vetores principais
- o retorno consistente do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira; e
- a perspectiva de afrouxamento monetário ao longo de 2026.
Em janeiro, investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 26,3 bilhões na B3, o maior fluxo mensal desde o início de 2022 e superior a todo o volume registrado ao longo de 2025. Para o UBS BB, esse movimento pode não ser pontual e tende a se repetir à medida que o Brasil volte ao radar global.
Do lado macro, o banco projeta que a Selic encerre o ano em 11,5%, com início dos cortes já em março, cenário mais otimista do que o consenso de mercado, que aponta taxa de 12,25% no fim de 2026. Juros mais baixos tendem a impulsionar a negociação de ativos de risco e aumentar os volumes negociados na bolsa.
Ponto de inflexão nos volumes negociados
Na leitura do UBS BB, o mercado brasileiro pode estar entrando em um ponto de inflexão após três anos de volumes fracos. O rali recente do Ibovespa, que já acumula alta de cerca de 13% no ano, é visto como um bom proxy da recuperação da capitalização de mercado.
Se os níveis atuais de capitalização e a taxa de giro observada em 2025, de aproximadamente 138%, forem mantidos, o banco estima que o volume médio diário negociado (ADTV) em ações pode alcançar R$ 31,8 bilhões em 2026, crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Esse avanço deve ser impulsionado principalmente por investidores pessoa física e estrangeiros.
Outros motores de crescimento no radar
Além do aumento dos volumes, os analistas destacam fatores adicionais que reforçam a tese de investimento. Entre eles, estão os benefícios fiscais associados aos
juros sobre capital próprio (JCP) que devem ser distribuídos nos próximos três anos e a diversificação das receitas da B3.
“Vemos a B3 bem posicionada para capturar o momentum positivo, com concorrência controlada e crescimento sustentado por outros segmentos, como OTC, Dados e Tecnologia”, afirmaram os analistas no relatório.
📊 Para 2026, o UBS BB projeta lucro líquido de R$ 6,0 bilhões, alta de 10% na comparação anual. Em 2027, a estimativa sobe para R$ 6,4 bilhões, crescimento adicional de 6%, reforçando a visão de que o ciclo de resultados da companhia pode estar entrando em uma nova fase de expansão.