Agenda da semana: O que vai mexer com o mercado antes da Páscoa

Dados fiscais, Caged e produção industrial movimentam o mercado, além do payroll dos EUA.

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Publicado em 29/03/2026 às 16:02h Publicado em 29/03/2026 às 16:02h por Marina Barbosa
Mercado também acompanha os últimos balanços do 4T25 (Imagem: Shutterstock)
Mercado também acompanha os últimos balanços do 4T25 (Imagem: Shutterstock)
Embora seja mais curta devido ao feriado da Sexta-Feira Santa, a semana promete trazer dados relevantes para os consumidores e investidores brasileiros.
O conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções, já que Estados Unidos, Irã e Israel ainda não conseguiram chegar a um acordo de cessar-fogo.
O Irã afirmou no sábado (28) que vai passar a controlar a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz com órgãos militares e de segurança, para bloquear o tráfego de navios considerados "hostis".
A decisão pode pressionar ainda mais o preço do petróleo, já que aproximadamente 20% da produção mundial da commodity passa pelo Estreito de Ormuz.
A disparada do petróleo impulsiona as ações do setor, mas também despertou o temor de uma nova alta da inflação mundial e, por isso, reduziu as apostas de cortes de juros.
No Brasil, o governo federal tenta amenizar os impactos da alta do petróleo no bolso do consumidor. Por isso, cortou os impostos federais do diesel e pediu para os estados façam o mesmo. 
O prazo para que os estados decidam sobre o assunto acaba nesta segunda-feira (30), segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
O governo ainda avalia dar um crédito de R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para conter a alta da conta de luz.
Ainda assim, o mercado já passou a prever uma inflação mais elevada no Brasil, além de menos cortes da Selic em 2026. Essas projeções serão atualizadas nesta segunda-feira (30), com a nova edição do Boletim Focus.

Indicadores

O BC (Banco Central) também publica na segunda-feira (30) as estatísticas monetárias e de crédito de fevereiro, como a taxa de inadimplência, que podem dar uma ideia da situação enfrentada pelos bancos brasileiros.
A semana ainda traz os resultados do Caged, da produção industrial e das contas públicas de fevereiro. 
Além disso, o mercado acompanha a divulgação dos últimos balanços do quarto trimestre de 2025. Veja aqui a agenda de resultados e quem adiou a apresentação dos dados.
Já nos Estados Unidos, o destaque é de indicadores sobre o mercado de trabalho, que podem influenciar a próxima decisão de juros do Fed (Federal Reserve).
Será uma bateria de dados neste sentido: o relatório Jolts na terça-feira (31), a criação de empregos no setor privado na quarta-feira (1º), os pedidos iniciais de seguro-desemprego na quinta-feira (2) e o payroll, que será divulgado na sexta-feira (3), mesmo com os mercados fechados devido ao feriado da Semana Santa.

Veja a agenda de indicadores do Brasil:

2ª feira (30 de março):
Boletim Focus;
Estatísticas monetárias e de crédito (fevereiro);
Resultado do Tesouro Nacional (fevereiro).
3ª feira (31 de março):
Caged (fevereiro);
Estatísticas fiscais (fevereiro).
5ª feira (2 de abril):
Produção industrial (fevereiro).