Embora seja mais curta devido ao feriado da Sexta-Feira Santa, a semana promete trazer dados relevantes para os consumidores e investidores brasileiros.
O conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções, já que Estados Unidos, Irã e Israel ainda não conseguiram chegar a um acordo de cessar-fogo.
O Irã afirmou no sábado (28) que vai passar a controlar a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz com órgãos militares e de segurança, para bloquear o tráfego de navios considerados "hostis".
A decisão pode pressionar ainda mais o preço do
petróleo, já que aproximadamente 20% da produção mundial da commodity passa pelo Estreito de Ormuz.
No Brasil, o governo federal tenta amenizar os impactos da alta do petróleo no bolso do consumidor. Por isso, cortou os impostos federais do diesel e pediu para os estados façam o mesmo.
O prazo para que os estados decidam sobre o assunto acaba nesta segunda-feira (30), segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
O governo ainda avalia dar um crédito de R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para conter a alta da conta de luz.
Ainda assim, o mercado já passou a prever uma
inflação mais elevada no Brasil, além de menos cortes da
Selic em 2026. Essas projeções serão atualizadas nesta segunda-feira (30), com a nova edição do Boletim Focus.
Indicadores
O BC (Banco Central) também publica na segunda-feira (30) as estatísticas monetárias e de crédito de fevereiro, como a taxa de inadimplência, que podem dar uma ideia da situação enfrentada pelos
bancos brasileiros.
A semana ainda traz os resultados do Caged, da produção industrial e das contas públicas de fevereiro.
Já nos Estados Unidos, o destaque é de indicadores sobre o mercado de trabalho, que podem influenciar a próxima decisão de juros do Fed (Federal Reserve).
Será uma bateria de dados neste sentido: o relatório Jolts na terça-feira (31), a criação de empregos no setor privado na quarta-feira (1º), os pedidos iniciais de seguro-desemprego na quinta-feira (2) e o payroll, que será divulgado na sexta-feira (3), mesmo com os mercados fechados devido ao feriado da Semana Santa.
Veja a agenda de indicadores do Brasil:
2ª feira (30 de março):
Boletim Focus;
Estatísticas monetárias e de crédito (fevereiro);
Resultado do Tesouro Nacional (fevereiro).
3ª feira (31 de março):
Caged (fevereiro);
Estatísticas fiscais (fevereiro).
5ª feira (2 de abril):
Produção industrial (fevereiro).