Petrobras (PETR4) descarta política de preços, mesmo com petróleo em US$ 90
CEO diz que companhia está preparada para enfrentar qualquer cenário, em referência à guerra no Oriente Médio.
Um dia depois de liberar mais de R$ 8 bilhões em dividendos, o assunto foi tema da teleconferência de resultados da Petrobras (PETR4) nesta sexta-feira (6). Questionado sobre eventuais novas distribuições de lucro, o CFO destacou que esse é um dos desejos da companhia para os próximos trimestres, caso haja espaço.
“Se entendermos que temos um nível elevado de caixa, nós adoraríamos fazer distribuição de dividendos extraordinários, se entendermos que não há impacto para nossos projetos”, afirmou o diretor financeiro Fernando Melgarejo.
O assunto veio acompanhado de comentários sobre a guerra no Oriente Médio, que tem impedido a gestão da companhia de fazer previsões mais assertivas sobre os próximos trimestres. Isso porque não há uma perspectiva de quando o conflito vai terminar, se em dias, semanas ou até meses.
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Novas divisões de lucros e até o preço do combustível estão em análise pela companhia, considerando a elevação do preço do petróleo no mercado internacional. Neste mesmo dia, o barril do tipo Brent alcançou uma das maiores cotações da história, acima dos US$ 90, conforme mostram os monitores do setor.
"Se a subida no preço do petróleo for tão grande assim, certamente vai exigir respostas mais rápidas do que se fosse mais lenta", destacou a CEO Magda Chambriard. "Mas não temos ainda certeza dessa premissa”, disse a executiva.
A Petrobras é conhecida como uma das melhores pagadoras de dividendos para os investidores no Brasil. Nos últimos 12 meses, a companhia acumula um dividend yield de quase 8%.
O próximo pagamento será realizado no dia 20 de março, quando os investidores com direito verão cair R$ 0,296 por ação direto na conta. A lista desse repasse foi fechada em 23 de dezembro do ano passado.
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