A ação de luxo que subiu 31% no ano e ainda pode disparar mais 35%, segundo a XP

A XP vê potencial para a JHSF com a Fasano se expandindo pelo mundo, shoppings crescendo e aeroportos como o próximo grande catalisador.

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Publicado em 07/04/2026 às 07:00h Publicado em 07/04/2026 às 07:00h por Matheus Silva
No acumulado do ano, os papéis sobem 31% (Imagem: Shutterstock)
No acumulado do ano, os papéis sobem 31% (Imagem: Shutterstock)
🚀 As ações da JHSF (JHSF3), holding focada em negócios de luxo, fecharam o pregão desta segunda-feira (6) com alta de 8,15%, negociadas a R$ 10,75.
No acumulado do ano, os papéis sobem 31%. O movimento acompanhou a manutenção da recomendação de compra pela XP Investimentos (XPBR31), com preço-alvo de R$ 14, o que implica potencial de valorização de cerca de 35% frente à cotação atual.
Em relatório divulgado nesta manhã, a XP atualizou sua tese sobre a companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados.
Segundo a corretora, a JHSF vive uma fase de investimentos intensivos com o objetivo de se consolidar como plataforma de renda recorrente. "A empresa está acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em renda recorrente, aumentando a contribuição dos ativos geradores de receita", explicou a XP.

Fasano se expande pelo mundo com receitas em moeda forte

A unidade de Hotéis e Gastronomia da JHSF é um dos pilares da tese. A corretora destaca que a marca Fasano planeja abrir unidades em oito cidades nos próximos cinco anos, com a primeira fase em Sardenha prevista para 2026, seguida de Londres, Miami, Punta del Este e Porto Feliz até 2027, São Paulo e Cascais até 2028 e Milão até 2030.
Na avaliação da XP, a estratégia ampliará a exposição a divisas como libra, dólar e euro, funcionando como um hedge natural e trazendo maior resiliência em momentos de volatilidade no mercado brasileiro. 
"Além disso, acreditamos que a exposição a novas famílias de alta renda ao redor do mundo pode ampliar o mercado endereçável da empresa no longo prazo", afirmou a corretora.

Shoppings ganham espaço e devem responder por 71% da receita em 2030

O segmento de shoppings também está em expansão, com crescimento da ABL (Área Bruta Locável) do Catarina Outlet e do Shopping Cidade Jardim, além da abertura do Shops Faria Lima, no centro financeiro de São Paulo, prevista para até o fim de 2027.
Para a XP, à medida que esses investimentos amadurecem, cerca de 71% da receita da JHSF deve vir de fontes recorrentes até 2030. "Isso melhora significativamente a visibilidade de resultados e a previsibilidade de fluxo de caixa, reduzindo a dependência da empresa do desenvolvimento imobiliário", avaliou a corretora.

Aeroportos podem ser a próxima grande surpresa positiva

A XP também destaca a unidade de aeroportos como um dos ativos mais promissores da companhia. A JHSF está expandindo suas operações para atingir 19 hangares, com capacidade potencial de chegar a 24 no médio prazo.
As receitas do segmento vêm do aluguel de hangares, serviços de FBO, venda de combustível e uso de pista.
A corretora enxerga ainda potencial de construção de um novo terminal voltado a voos comerciais, diante das limitações de capacidade do Aeroporto de Congonhas e da oferta restrita de voos próximos ao centro de São Paulo.
"Guarulhos tende a se concentrar em cargas e voos internacionais", avaliou a XP, reforçando a oportunidade estrutural do ativo.
📈 Apesar do cenário positivo, a corretora lista os principais riscos à tese, como atrasos em inaugurações, capex acima do esperado, vendas mais lentas de estoques imobiliários e incertezas regulatórias no negócio de aviação.