21 ações que pagarão mais dividendos em 2025, segundo BTG Pactual
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Empresas não financeiras estão mais pessimistas com o cenário econômico brasileiro. Por isso, reduziram as expectativas para as margens de resultados dos próximos 12 meses, revela pesquisa Firmus, do BC (Banco Central).
📉 De acordo com o Banco Central, houve uma "deterioração significativa na percepção das empresas sobre a situação econômica atual" nos últimos três meses. Isso porque, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, subiu de 41,9% para 66,7% a parcela das empresas que avaliam o cenário como discretamente ou fortemente negativo.
Com isso, também houve uma "diminuição do otimismo quanto ao desempenho relativo do seu setor, embora ainda prevaleça o cenário de crescimento em patamar igual ou superior ao do PIB (Produto Interno Bruto)" e uma "piora nas expectativas para as margens de resultados nos próximos doze meses".
💲 Segundo a pesquisa do BC, 25% das empresas não financeiras projetam uma margem discretamente ou fortemente abaixo da atual nos próximos 12 meses. Outras 44,2% preveem estabilidade e 30,7% ainda acreditam em uma melhora do indicador. Em novembro de 2024, no entanto, 42,6% das empresas esperavam ampliar suas margens e só 14% previam uma piora do indicador.
A margem de lucro é fundamental para avaliar a situação financeira de uma empresa, pois representa quanto da receita do negócio é convertido em lucro, mostrando a sua lucratividade. Uma piora nas margens, portanto, normalmente é vista com ressalvas pelos analistas e pode se refletir na cotação das ações de uma empresa na bolsa.
Veja aqui as empresas com as maiores margens líquidas da B3
Com a pesquisa Firmus, o BC busca captar a percepção de empresas não financeiras em relação à situação de seus negócios e às variáveis econômicas que podem influenciar suas decisões.
O projeto é parecido ao que o Boletim Focus representa no setor financeiro, mas ainda está em fase piloto. Esses resultados, por exemplo, representam apenas a sexta edição da Firmus e foram computados depois de o BC ouvir 156 empresas entre os dias e 10 e 28 de fevereiro.
Com a Firmus, o BC também coletou as expectativas de inflação das empresas não financeiras do Brasil.
📊 Segundo a pesquisa, a projeção para a inflação deste ano subiu de 4,2% para 5,5% entre novembro de 2024 e fevereiro de 2024.
As empresas também elevaram a expectativa de inflação do próximo ano, de 4,0% para 4,5%. Já para 2027, foi mantida a projeção de uma alta de 4% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Vale lembrar, no entanto, que a meta de inflação é de 3% neste ano, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. Por isso, o BC vem elevando a taxa básica de juros, a taxa Selic, para tentar conter a inflação.
Apesar disso, as empresas mantêm uma expectativa de crescimento de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025.
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano