Romeu Zema: conheça a trajetória política do candidato à Presidência

Filho de uma família tradicional do comércio mineiro, Romeu Zema cresceu acompanhando de perto a rotina empresarial iniciada por seus pais

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Publicado em 05/08/2026 às 18:54h Publicado em 05/08/2026 às 18:54h por Carlos Filadelpho
Romeu Zema é candidato à Presidência - (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)
Romeu Zema é candidato à Presidência - (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)

Romeu Zema passou de um empresário pouco conhecido nacionalmente para um dos principais nomes da direita brasileira. 

Em 2018, surpreendeu ao vencer a disputa pelo Governo de Minas Gerais, estado considerado um dos mais importantes do país, e consolidou sua liderança ao ser reeleito no primeiro turno em 2022. 

Após renunciar ao segundo mandato em março de 2026 para se dedicar à campanha presidencial, tornou-se o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026, defendendo uma plataforma baseada em liberalismo econômico, redução do tamanho do Estado e responsabilidade fiscal.

Sua ascensão política chama atenção porque ocorreu de forma diferente da maioria dos candidatos que costumam disputar o Palácio do Planalto. 

Antes de ingressar na vida pública, Zema construiu carreira no setor privado e comandou uma das maiores redes varejistas de Minas Gerais. 

Esse histórico empresarial tornou-se um dos pilares de sua imagem política e passou a ser utilizado como argumento para defender uma gestão mais eficiente da máquina pública.

Quem é Romeu Zema?

Romeu Zema Neto nasceu em 28 de outubro de 1964, na cidade de Araxá, no interior de Minas Gerais. 

Filho de uma família tradicional do comércio mineiro, cresceu acompanhando de perto a rotina empresarial iniciada por seus pais, experiência que influenciaria diretamente sua carreira profissional e, anos depois, seu discurso político.

Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, Zema dedicou praticamente toda a vida ao setor privado antes de ingressar na política. 

Durante décadas atuou no Grupo Zema, conglomerado empresarial fundado por sua família e presente em diversos segmentos, como varejo, combustíveis, consórcios, serviços financeiros e distribuição de energia.

Ao longo de sua trajetória empresarial, ocupou cargos de liderança e participou da expansão da companhia, que passou a atuar em centenas de municípios brasileiros. 

Essa experiência tornou-se um dos principais diferenciais apresentados por Zema durante suas campanhas eleitorais, sempre destacando a gestão baseada em metas, eficiência administrativa e controle de custos.

Entre os principais pontos de sua trajetória antes da política, destacam-se:

  • Formação em Administração pela FGV;
  • Atuação durante décadas no Grupo Zema;
  • Experiência na gestão de empresas privadas;
  • Participação na expansão de um dos maiores grupos empresariais de Minas Gerais;
  • Ausência de cargos eletivos antes de 2018.

Esse último aspecto é particularmente bem relevante. Diferentemente de muitos políticos brasileiros, Romeu Zema chegou ao cenário eleitoral sem ter exercido mandato como vereador, prefeito, deputado ou senador. 

Sua candidatura ao governo mineiro foi, ao mesmo tempo, sua estreia na política e o início de uma rápida projeção nacional.

Seu discurso, desde então, passou a enfatizar justamente essa característica: a de um gestor oriundo da iniciativa privada que buscava aplicar práticas empresariais na administração pública.

Como Romeu Zema entrou na política?

A entrada de Romeu Zema na política aconteceu relativamente tarde, quando comparada à trajetória de outros presidenciáveis. Até meados da década de 2010, seu nome era praticamente desconhecido fora do ambiente empresarial mineiro.

Sua aproximação com a política ocorreu por meio do Partido Novo, legenda criada em 2011 com foco na defesa do liberalismo econômico, da redução do tamanho do Estado e da profissionalização da gestão pública. 

O partido buscava candidatos sem longa carreira política e enxergava em empresários e profissionais do setor privado perfis alinhados ao seu projeto. Foi nesse contexto que Zema aceitou disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2018.

Naquele momento, poucos analistas acreditavam em sua vitória. Durante boa parte da campanha, ele aparecia atrás de candidatos tradicionais nas pesquisas de intenção de voto e possuía pouco tempo de televisão, estrutura partidária limitada e baixo nível de conhecimento por parte do eleitorado.

Mesmo assim, sua candidatura ganhou força durante o processo eleitoral. A combinação entre o desgaste dos partidos tradicionais, a crise fiscal enfrentada por Minas Gerais e o ambiente político nacional após a Operação Lava Jato favoreceu candidatos que se apresentavam como alternativa ao sistema político tradicional.

Alguns fatores contribuíram para esse crescimento:

  • Discurso de renovação política;
  • Defesa de uma gestão baseada em critérios técnicos;
  • Promessa de ajuste das contas públicas;
  • Identificação com pautas liberais na economia;
  • Associação à imagem de empresário bem-sucedido.

No primeiro turno, Romeu Zema surpreendeu ao liderar a votação e avançar para o segundo turno contra Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais e um dos políticos mais experientes do estado.

Na etapa decisiva da eleição, consolidou sua vantagem e foi eleito governador, marcando uma das maiores surpresas eleitorais daquele ano.

Sua vitória também representou um marco para o Partido Novo, que conquistava, pela primeira vez, o comando de um dos maiores estados brasileiros.

Como foi a gestão de Romeu Zema no Governo de Minas Gerais?

Quando assumiu o governo em janeiro de 2019, Romeu Zema encontrou um dos cenários fiscais mais delicados do país. 

Minas Gerais enfrentava dificuldades para pagar os seus fornecedores, acumulava atrasos no pagamento de servidores públicos e convivia com elevado endividamento junto à União.

Desde o início do mandato, o governador adotou uma agenda voltada para o ajuste das contas públicas e para o controle dos gastos estaduais.

Entre as primeiras medidas estiveram a revisão de despesas administrativas, a redução de cargos comissionados, mudanças na estrutura do governo e o fortalecimento dos mecanismos de controle fiscal. 

O discurso de austeridade passou a ser uma marca permanente de sua administração.

Além do equilíbrio fiscal, Zema também buscou ampliar a atração de investimentos privados para Minas Gerais, defendendo maior participação da iniciativa privada em setores considerados estratégicos e simplificando processos para abertura de empresas e instalação de novos empreendimentos.

Durante seus dois mandatos, alguns temas receberam atenção especial:

  • Equilíbrio das contas públicas;
  • Atração de investimentos privados;
  • Desburocratização do ambiente de negócios;
  • Concessões e privatizações;
  • Melhoria dos indicadores fiscais do estado.

Naturalmente, sua gestão também enfrentou desafios importantes. A pandemia de Covid-19 exigiu medidas emergenciais na área da saúde e provocou impactos relevantes sobre a economia mineira. 

Além disso, negociações envolvendo a dívida do estado com a União e projetos de privatização geraram intensos debates políticos ao longo dos anos.

Ainda assim, o governo conseguiu manter índices de aprovação elevados em parte significativa do mandato, o que contribuiu para sua reeleição em 2022 ainda no primeiro turno, com ampla vantagem sobre os adversários.

Outro aspecto frequentemente destacado por apoiadores é que Minas Gerais passou a apresentar melhora em diversos indicadores fiscais durante sua administração, argumento utilizado por Zema como principal vitrine da sua capacidade de gestão e um ponto que, posteriormente, serviria de base para sua candidatura à Presidência da República.

Quais foram os principais resultados da gestão de Romeu Zema em Minas Gerais?

Ao longo de seus dois mandatos, Romeu Zema construiu sua imagem política com base na ideia de que conseguiu reorganizar as finanças de Minas Gerais e tornar o estado mais atrativo para investimentos privados. 

  • Esse discurso passou a ser um dos principais argumentos utilizados por sua equipe para justificar a candidatura à Presidência da República.

Uma das prioridades do governo foi enfrentar a grave situação fiscal encontrada em 2019. Minas Gerais acumulava elevada dívida com a União, atrasos no pagamento de fornecedores e dificuldades para cumprir compromissos financeiros. 

Além do ajuste fiscal, a administração buscou fortalecer o ambiente de negócios, reduzindo burocracias para abertura de empresas e promovendo políticas de incentivo à atração de investimentos privados. 

Segundo dados divulgados pelo próprio governo mineiro, o estado registrou volume recorde de investimentos anunciados ao longo da gestão, além de crescimento na abertura de empresas e geração de empregos formais.

Entre os resultados frequentemente destacados por apoiadores de Zema estão:

  • Redução de despesas administrativas e reorganização da máquina pública;
  • Atração de investimentos privados em diversos setores da economia;
  • Crescimento da geração de empregos formais;
  • Avanço em projetos de infraestrutura;
  • Melhora de indicadores fiscais do estado;
  • Ampliação de investimentos em hospitais regionais, educação e segurança pública.

Outro ponto bastante explorado por sua equipe é a defesa de uma gestão baseada em metas e indicadores de desempenho, aproximando a administração pública de práticas utilizadas no setor privado. 

Esse modelo também influenciou sua comunicação política, que compara resultados obtidos em Minas Gerais com aquilo que o candidato afirma que pretende implementar em nível nacional.

Quais foram as principais críticas ao governo Romeu Zema?

Assim como acontece com praticamente todos os governadores, a administração de Romeu Zema também foi alvo de críticas durante seus dois mandatos. 

Diversos temas geraram debates entre governo, oposição, sindicatos e especialistas em administração pública.

Um dos assuntos mais recorrentes foi a situação fiscal do estado. Embora o governo defendesse avanços no equilíbrio das contas públicas, opositores argumentavam que Minas Gerais continuava convivendo com elevado endividamento e que parte dos problemas estruturais permanecia sem solução definitiva. 

A negociação da dívida com a União, por exemplo, continuou ocupando espaço importante na agenda política do estado.

Outro ponto muito criticado dizia respeito à política de privatizações e concessões. Desde o início do mandato, Zema defendeu ampliar a participação da iniciativa privada em áreas consideradas estratégicas, como saneamento, infraestrutura e energia. 

Enquanto apoiadores afirmavam que essa medida aumentaria a eficiência e reduziria custos para o Estado, críticos argumentavam que determinados serviços públicos deveriam permanecer sob controle estatal.

Também houve questionamentos relacionados a áreas como:

  • Remuneração dos servidores públicos;
  • Investimentos em políticas sociais;
  • Condução de negociações com categorias do funcionalismo;
  • Gestão da saúde durante a pandemia;
  • Velocidade de execução de algumas obras públicas.

Apesar das críticas administrativas, Zema passou a ocupar posição de maior destaque no cenário político nacional, especialmente após assumir uma postura mais contundente em debates envolvendo temas institucionais e econômicos. 

Esse movimento ampliou bastante sua exposição pública, mas também intensificou críticas de adversários políticos, sobretudo em temas ligados ao governo federal e às eleições presidenciais.

Para investidores e analistas, compreender esses dois lados é importante. A trajetória de qualquer candidato à Presidência costuma ser analisada tanto pelos resultados apresentados quanto pelas críticas recebidas ao longo da carreira pública.

Romeu Zema é de direita ou de esquerda?

Essa é uma das perguntas mais pesquisadas sobre o candidato e pode ser respondida de forma relativamente objetiva.

Romeu Zema é filiado ao Partido Novo, legenda que se define como defensora do liberalismo econômico, da responsabilidade fiscal, da redução do tamanho do Estado e da livre iniciativa. 

Por esse motivo, ele costuma ser classificado por analistas políticos como um representante da direita liberal ou da centro-direita brasileira.

Na área econômica, suas posições são bastante conhecidas: O candidato defende privatizações, concessões, redução da burocracia, controle dos gastos públicos e estímulo ao investimento privado. 

Esses temas aparecem de forma consistente desde sua campanha ao Governo de Minas Gerais e continuam presentes em sua candidatura presidencial.

Em relação aos costumes e ao debate político, Zema também passou a adotar posições mais conservadoras ao longo dos últimos anos, aproximando-se de parte do eleitorado de direita. 

Durante a campanha presidencial de 2026, por exemplo, intensificou críticas ao PT, ao atual governo federal e a decisões do Supremo Tribunal Federal, posicionamentos que passaram a ocupar espaço relevante em seus discursos.

Isso não significa, entretanto, que todas as suas propostas estejam concentradas em pautas ideológicas. Grande parte de sua comunicação continua direcionada à economia, ao empreendedorismo e à gestão pública, áreas nas quais procura destacar sua experiência como empresário e ex-governador de Minas Gerais.

Qual é o patrimônio de Romeu Zema?

Qual é o patrimônio de Romeu Zema - (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)

Empresário de longa trajetória, o candidato à Presidência da República comandou durante décadas o Grupo Zema, conglomerado familiar com atuação em diferentes segmentos da economia.

Ao registrar sua candidatura à reeleição para o Governo de Minas Gerais em 2022, Zema declarou R$ 129,8 milhões em bens à Justiça Eleitoral, tornando-se um dos candidatos mais ricos daquele pleito. 

Dito isso, um ponto importante é diferenciar o patrimônio pessoal de Romeu Zema do patrimônio do Grupo Zema. Essa distinção costuma gerar confusão entre eleitores e investidores.

O Grupo Zema é uma empresa familiar fundada há mais de um século e reúne diversas operações em diferentes setores da economia brasileira. 

Embora Romeu Zema tenha presidido o Conselho de Administração do grupo entre 1990 e 2016, o valor econômico da companhia não corresponde ao patrimônio pessoal declarado pelo candidato, já que uma empresa possui ativos, passivos, participação de outros sócios e regras próprias de avaliação patrimonial.

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, constam apenas os bens pertencentes ao próprio candidato, como participações societárias, aplicações financeiras, imóveis e outros ativos exigidos pela legislação eleitoral. 

O faturamento, o valor de mercado ou o patrimônio líquido do Grupo Zema, por sua vez, não integram essa declaração, pois pertencem à pessoa jurídica e não ao patrimônio individual de Romeu Zema.

Quais são as propostas de Romeu Zema para a Presidência da República?

Ao oficializar sua candidatura pelo Partido Novo, Romeu Zema afirmou que pretende levar para o governo federal o modelo de gestão adotado em Minas Gerais. Seu discurso tem como eixo central a redução do tamanho do Estado, o fortalecimento da iniciativa privada e a busca pelo equilíbrio das contas públicas.

Embora o programa completo de governo seja detalhado ao longo da campanha, algumas prioridades já aparecem com frequência em suas declarações públicas.

Entre elas estão:

  • Redução da burocracia para empresas;
  • Ampliação das privatizações e concessões;
  • Controle dos gastos públicos;
  • Estímulo ao empreendedorismo;
  • Simplificação tributária;
  • Atração de investimentos privados;
  • Fortalecimento da segurança pública;
  • Combate ao crime organizado.

Na área econômica, Zema costuma defender um ambiente mais favorável ao investimento privado. Segundo ele, o crescimento econômico depende da redução do custo para empreender, da estabilidade fiscal e de maior segurança jurídica para investidores.

Outra bandeira recorrente é a defesa de um Estado mais enxuto: Em seus discursos, o candidato afirma que o governo deve concentrar esforços na prestação de serviços que são considerados essenciais, deixando para a iniciativa privada as demais atividades.

Por fim, além da pauta econômica, sua candidatura também passou a incorporar temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado. 

Em eventos recentes, por exemplo, Romeu Zema defendeu mudanças na legislação e endurecimento das ações contra facções criminosas.

Romeu Zema tem chances de vencer a eleição presidencial?

Essa é uma pergunta importante, mas que ainda depende muito da evolução da campanha eleitoral. 

Romeu Zema chega à disputa presidencial como um dos principais representantes da direita liberal brasileira, mas enfrenta desafios importantes para ampliar sua base eleitoral em nível nacional. 

Enquanto em Minas Gerais seu nome tornou-se amplamente conhecido após dois mandatos consecutivos, em outras regiões do país seu grau de conhecimento entre os eleitores ainda é menor quando comparado ao de candidatos com longa trajetória nacional.

Outro desafio envolve a fragmentação do campo de centro-direita: A presença de outros nomes competitivos obriga Zema a disputar espaço dentro de um eleitorado semelhante, tornando alianças políticas e desempenho durante a campanha fatores decisivos para sua viabilidade eleitoral.

Por outro lado, sua experiência administrativa pode representar uma vantagem. Ao contrário de candidatos que concentram seu discurso em temas ideológicos, Zema procura destacar indicadores econômicos, resultados fiscais e experiências de gestão obtidas durante o período em que governou Minas Gerais.

Ao longo da campanha, analistas devem observar fatores como:

  • Evolução das pesquisas de intenção de voto;
  • Capacidade de formar alianças partidárias;
  • Desempenho nos debates;
  • Aceitação de suas propostas econômicas;
  • Crescimento do nível de conhecimento nacional entre os eleitores.

Como acontece em toda eleição presidencial, esses elementos poderão alterar significativamente o cenário até o dia da votação.

Conclusão

Romeu Zema construiu uma trajetória política relativamente rápida quando comparada à de outros candidatos à Presidência. 

Depois de décadas dedicadas ao setor privado, estreou na política em 2018 ao vencer a eleição para o Governo de Minas Gerais e consolidou sua liderança com a reeleição em 2022.

Sua gestão ficou marcada pela defesa do equilíbrio fiscal, da redução do tamanho do Estado e da ampliação da participação da iniciativa privada na economia. 

No entanto, ao mesmo tempo, ele enfrentou críticas relacionadas à condução de políticas públicas, privatizações e negociações com diferentes setores da sociedade, aspectos que naturalmente passam a fazer parte do debate nacional durante uma campanha presidencial.

Agora, como candidato à Presidência da República, Romeu Zema busca transformar sua experiência administrativa em um projeto para o país. Independentemente do resultado das eleições, sua candidatura já o coloca entre os principais protagonistas do cenário político brasileiro em 2026.

Para investidores, acompanhar a trajetória, as propostas e a capacidade de articulação dos candidatos é fundamental. 

Afinal, mudanças na política econômica, nas reformas estruturais e na relação entre Estado e iniciativa privada costumam influenciar diretamente o ambiente de negócios, a confiança do mercado e o comportamento dos ativos financeiros.

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