O
Walmart (WALM34) atingiu um valor de mercado de
US$ 1 trilhão nesta terça-feira (3).
💰 Este é o primeiro varejista a entrar no chamado "clube do trilhão" -o grupo das empresas avaliadas em mais de US$ 1 trilhão, que é dominado por gigantes da tecnologia como
Nvidia (NVDC34) e
Alphabet (GOGL34).
O impulso para este feito, contudo, também veio da tecnologia. É que o Walmart ampliou os investimentos em inovação e IA (Inteligência Artificial) recentemente, para otimizar as suas operações e também as compras dos seus clientes.
🛒 O Walmart já pode até oferecer seus produtos aos usuários do ChatGPT e do Gemini, graças a parcerias firmadas recentemente com os provedores desses chatbots, a OpenAI e o Google, respectivamente.
A compra pode ser sugerida quando o usuário desses chatbots pede recomendações de algum produto ou pergunta a solução para um problema que pode ser solucionado por um item vendido pelo Walmart, por exemplo.
Segundo a empresa, a ideia é oferecer experiências de compra intuitivas e personalizadas, construindo a próxima geração do varejo.
Da Nyse para a Nasdaq
Dado o crescente foco em inovação, o Walmart decidiu até transferir as suas ações da Nyse para a Nasdaq, conhecida por reunir as maiores empresas de tecnologia do mundo.
"A decisão de listar nossas ações na Nasdaq reflete o profundo compromisso do Walmart com a inovação e o crescimento como um varejista omnichannel liderado por pessoas e impulsionado pela tecnologia", disse à época o presidente e CEO do Walmart, Doug McMillon.
A migração foi realizada em dezembro e já rendeu frutos para a empresa. O Walmart entrou no
Nasdaq-100 em janeiro deste ano, ocupando um espaço que era da
AstraZeneca (A1ZN34) no índice, que acompanha as 100 maiores empresas não financeiras da Nasdaq.
Além disso, a companhia segue expandindo o seu marketplace e investindo na experiência oferecida nas suas lojas físicas, para garantir bons resultados em todos os canais.
Ações reagem
O mercado gostou da estratégia da nova estratégia do Walmart, cada vez mais tecnológica.
📈 Com isso, as ações do varejista subiram mais de 20% em 2025 e já vão ganhando mais de 14% em 2026.
O papel atingiu os US$ 127 pela primeira vez na história nesta terça-feira (3), o que levou a avaliação de mercado da empresa a superar o US$ 1 trilhão.
O clube do trilhão
Apenas 12 empresas valem mais de US$ 1 trilhão no momento e o Walmart é o único varejista da lista.
O chamado "clube do trilhão" é dominado por companhias de tecnologia, sobretudo dos Estados Unidos.
Criadora do Mounjaro, a farmacêutica
Eli Lilly (LILY34) também já chegou a entrar nessa lista no final de 2025, mas recuou na bolsa depois disso e perdeu o US$ 1 trilhão.
Veja as empresas que valem de US$ 1 trilhão nesta 3ª feira (3):
- Nvidia (NVDC34): US$ 4,363 tri;
- Alphabet (GOGL34): US$ 4,113 tri;
- Apple (AAPL34): US$ 3,960 tri;
- Microsoft (MSFT34): US$ 3,040 tri;
- Amazon (AMZO34): US$ 2,529 tri;
- Meta (M1TA34): US$ 1,758 tri;
- TSMC (TSMC34): US$ 1,725 tri;
- Saudi Aramco: US$ 1,651 tri;
- Tesla (TSLA34): US$ 1,572 tri;
- Broadcom (AVGO34): US$ 1,470 tri;
- Berkshire Hathaway (BERK34): US$ 1,066 tri;
- Walmart (WALM34): US$ 1,021 tri.