🚨 O dono do Banco Master,
Daniel Vorcaro, afirmou à Polícia Federal que a Diretoria de Fiscalização do Banco Central do Brasil recomendou a venda da instituição ao
BRB (BSLI4).
Segundo ele, não houve qualquer tipo de facilitação política ou fraude na tentativa de operação, conforme a íntegra do depoimento obtida pela Reuters.
Durante o interrogatório, a delegada Janaína Palazzo questionou se Vorcaro, caso fosse presidente do BRB, compraria um banco que teria vendido carteiras de crédito falsas à instituição.
O banqueiro negou a acusação e afirmou que jamais houve venda de créditos falsos do Master ao banco público.
Vorcaro disse ainda que, se estivesse no comando do BRB, seguiria com a aquisição por entender que o negócio permitiria à instituição regional ampliar sua atuação nacional e competir com os grandes bancos do país.
Nesse contexto, afirmou que a operação foi avaliada positivamente por auditorias independentes e pela área técnica do próprio Banco Central.
Segundo o depoimento, a fiscalização do BC teria indicado a operação como benéfica para o sistema financeiro naquele momento, inclusive antes da formalização do pedido de análise. Procurado, o Banco Central não comentou as declarações.
As falas de Vorcaro foram feitas em 30 de dezembro de 2025, em depoimento prestado no STF (Supremo Tribunal Federal).
O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro.
No mesmo dia, Vorcaro chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bilionárias, mas posteriormente foi solto e passou a cumprir medidas cautelares.
No depoimento, Vorcaro reconheceu que o banco enfrentava uma crise de liquidez, mas afirmou que a situação não era recente e que a instituição sempre foi solvente, com mais ativos do que passivos, honrando seus compromissos até meados de novembro.
Vorcaro afirmou que todo o plano de negócios apresentado ao Banco Central desde 2018 considerava o funcionamento das regras do FGC.
📊 Ao longo do depoimento, o banqueiro também negou repetidamente a existência de uma fraude de R$ 12 bilhões envolvendo operações de venda de créditos do Master ao BRB, que seguem sob investigação da Polícia Federal.