Mais um vazamento de água foi registrado no complexo de mineração da
Vale (VALE3), em Minas Gerais.
Os incidentes ocorreram após fortes chuvas atingirem a região e não deixaram feridos. As comunidades próximas não foram afetadas, segundo a empresa. Contudo, as autoridades locais monitoram os impactos ambientais e já falam em punições para a Vale.
A ANM (Agência Nacional de Mineração) também vistoria o local das ocorrências, com foco nas condições de funcionamento das estruturas e nas medidas adotadas pela mineradora.
🗣️ A Vale garantiu, por sua vez, que os extravasamentos de água já foram contidos e disse que "não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)".
"As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia", acrescentou.
A Vale disse que "realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas" e "reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso".
Mina Viga
Segundo a prefeitura de Congonhas, a água armazenada na estrutura de drenagem da mina Viga transbordou no domingo (25), alcançando o rio Maranhão.
A prefeitura está avaliando os impactos ambientais e as providências cabíveis, mas ressaltou que nenhuma comunidade foi atingida e que o incidente não provocou bloqueio de vias.
Mina de Fábrica
Algumas horas antes, um extravasamento de água com sedimentos também havia sido registrado em uma cava da mina de Fábrica.
A prefeitura de Congonhas informou que cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva escaparam da estrutura da Vale.
⚠️ O material inundou áreas da
CSN Mineração (CMIN3) e ainda teria atingido o rio Goiabeiras. O prefeito da cidade, Anderson Cabido, disse que o risco de dano ambiental era "muito grande".
A prefeitura monitora as implicações do transbordamento e diz que vai tomar providências em relação ao ocorrido, o que pode implicar em multas e exigências mais rígidas de monitoramento da área pela Vale.
Segundo a ANM, o evento esteve associado a infraestrutura instalada em área da operação. Ainda assim, a Vale disse que suas projeções seguem inalteradas.
Barragens estão preservadas
Os transbordamentos ocorreram no dia em que completaram sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.
A Vale ressaltou, então, que "nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana".
A ANM confirmou que "não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração".