Segundo Trump, as novas tarifas globais de 10% incidirão sobre a contribuição de impostos já existentes, uma vez que a determinação da Suprema Corte dos EUA colocou em cheque a principal política comercial da atual gestão da Casa Branca.
"Acho que foi uma decisão terrível", disse Trump sobre o seu revés com a Justiça americana. "Penso que é uma vergonha para as famílias deles [ministros da Suprema Corte dos EUA], para falar a verdade. Para os dois", afirmou o presidente, durante coletiva de imprensa.
Para além de buscar outras maneiras de impor tarifas comerciais contra outros países sem a aprovação do Congresso dos EUA, Trump disse que as novas tarifas globais de 10% já terão validade ainda hoje, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, cuja validade das ações é de apenas 150 dias e prorrogações dependem de aprovação parlamentar.
Enquanto Trump trava um cabo de guerra com a Suprema Corte dos EUA, os investimentos brasileiros seguiam se valorizando na bolsa de valores nesta sexta-feira, com destaque ao
Ibovespa, o qual se aproximava do topo histórico aos 190 mil pontos. Chamava a atenção os papéis do
Banco do Brasil (BBAS3) disparando +2,30% e valendo acima dos R$ 27 cada.
Outras bolsas de valores pelo mundo também reagiam positivamente ao desmantelamento das práticas comerciais do governo Trump,
em especial os mercados financeiros na Europa. Afinal de contas, a medida trouxe alívio para empresas exportadoras do continente, que poderiam ser diretamente beneficiadas por um ambiente comercial menos restritivo.
Percentualmente, as empresas listadas na Bolsa de Valores de Paris levaram a melhor no velho continente, com o índice acionário CAC 40 Index (uma espécie de
Ibovespa Francês) saltando +1,39% e batendo nos 8.515,49 pontos. Só as ações da Air Liquide decolaram quase +5%, uma fabricante francesa de gases industriais e medicinais, que também reportou resultados fortes em 2025.