A maioria das taxas oferecidas no
Tesouro Direto nesta sexta-feira (20) operava em alta, o que, por um lado, torna mais rentável o poder dos
juros compostos sobre os novos aportes dos investidores, embora, na outra ponta, prejudique na marcação a mercado quem já havia emprestado dinheiro ao governo brasileiro.
Para quem não sabe, quando as taxas dos títulos públicos sobem, o preço unitário dos mesmos se deprecia, reduzindo o patrimônio dos investidores, ainda que tais prejuízos só sejam efetivados se o poupador resgatar antecipadamente os seus recursos do Tesouro Direto.
Logo, vale a pena acompanhar o desempenho do
Tesouro Renda+ 2065 nos últimos 30 dias, o título público predileto da galera para buscar ganhos expressivos na marcação a mercado, caso obtenham sucesso em se travar em taxas elevadas e rapidamente vender os títulos se os juros reais caírem consistentemente.
O que se viu no curto prazo foi o oposto do que os investidores de
renda fixa queriam: as taxas do Tesouro Renda+ 2065 saltaram de
IPCA+ 6,81% ao ano no fechamento do último dia 30 de janeiro para bater nos atuais
IPCA+ 6,96% ao ano.
Daí, o preço unitário desse título público de longuíssimo prazo desabou de R$ 200,47 na reta final de janeiro para valer os atuais R$ 188,97 — implicando em prejuízo na marcação a mercado de -5,84% no período.
Embora a estratégia de se travar com boas taxas no Tesouro Direto não seja linear e revezes surjam ao longo do tempo, os analistas do BTG Pactual reconhecem que
é o momento de aproveitar os juros reais acima de 7% ao ano, dado que os mesmos têm grandes chances de encolher em breve, destravando ganhos aos investidores posicionados.