Mesmo que a taxa Selic, rendendo 15% ao ano, esteja com os dias contados em 2026, o
Tesouro Selic ainda é o título de
renda fixa favorito dos investidores, angariando quase metade de todo o dinheiro aplicado no
Tesouro Direto em janeiro, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (25).
Os investidores pessoas físicas emprestaram R$ 12,02 bilhões ao governo brasileiro no mês passado por meio dos investimentos negociados no Tesouro Direto, o maior valor da série histórica. Já os resgates de dinheiro somaram R$ 7,14 bilhões, o que implica na captação líquida de R$ 4,88 bilhões aos cofres públicos.
Só o
Tesouro Selic recebeu aporte de R$ 5,87 bilhões em janeiro, sendo que o título de
liquidez diária ainda foi alvo de saques antecipados de R$ 2,43 bilhões no período.
Embora o
Tesouro Renda+ 2065 seja o título público mais atrativo pensando em uma estratégia arriscada de ganhos na marcação a mercado, a categoria de títulos públicos voltados à acumulação de aposentadoria extra só angariou R$ 766,9 milhões em janeiro, cerca de 6,4% do total aplicado no Tesouro Direto.
Na sequência, os títulos públicos mais populares entre os investidores pessoas físicas são os indexados à inflação, o
Tesouro IPCA+, os quais receberam aporte de R$ 2,66 bilhões, correspondentes a 22,1% do total direcionado à renda fixa brasileira.
Inclusive, são os títulos da categoria Tesouro IPCA+ que lideram os resgates antecipados, logo atrás do
Tesouro Selic, com saldo de R$ 534,8 milhões. Logo, isso significa que os investidores aproveitam lucros na marcação a mercado já acumulados ou têm migrado a sua estratégia previdenciária para o
Tesouro Renda+, o qual ainda é recente na história do Tesouro Direto.
Em janeiro, 18 mil investidores ativos se consolidaram à plataforma que financia o governo, cujo número de investidores ativos atingiu a marca de 3,45 milhões, crescimento de +14,7% nos últimos 12 meses. O valor médio por aplicação feita na renda fixa brasileira foi de R$ 9,2 mil no período.
Qual investimento mais rendeu no Tesouro Direto
Liquidez Diária
- Tesouro Selic 2028: +1,15% ao mês
- Tesouro Selic 2031: +1,13% ao mês
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2028: +1,56% ao mês
- Tesouro Prefixado 2032: +2,55% ao mês
- Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais: +2,21% ao mês
Indexados à Inflação
- Tesouro IPCA+ 2029: +0,98% ao mês
- Tesouro IPCA+ 2040: -2,70% ao mês
- Tesouro IPCA+ 2050: +1,12% ao mês
- Tesouro IPCA+ 2035 com juros semestrais: -0,78% ao mês
- Tesouro IPCA+ 2045 com juros semestrais: -0,84% ao mês
- Tesouro IPCA+ 2060 com juros semestrais: -0,11% ao mês
Aposentadoria Extra
- Tesouro Renda+ 2030: -1,14% ao mês
- Tesouro Renda+ 2035: -1,57% ao mês
- Tesouro Renda+ 2040: -0,52% ao mês
- Tesouro Renda+ 2045: +0,89% ao mês
- Tesouro Renda+ 2050: +1,79% ao mês
- Tesouro Renda+ 2055: +2,28% ao mês
- Tesouro Renda+ 2060: +2,87% ao mês
- Tesouro Renda+ 2065: +3,11% ao mês
Custeio dos Estudos
- Tesouro Educa+ 2027: +0,80% ao mês
- Tesouro Educa+ 2028: +0,67% ao mês
- Tesouro Educa+ 2029: +0,45% ao mês
- Tesouro Educa+ 2030: +0,06% ao mês
- Tesouro Educa+ 2031: -0,35% ao mês
- Tesouro Educa+ 2032: -0,91% ao mês
- Tesouro Educa+ 2033: -1,48% ao mês
- Tesouro Educa+ 2034: -2,02% ao mês
- Tesouro Educa+ 2035: -2,51% ao mês
- Tesouro Educa+ 2036: -2,59% ao mês
- Tesouro Educa+ 2037: -2,63% ao mês
- Tesouro Educa+ 2038: -2,64% ao mês
- Tesouro Educa+ 2039: -2,47% ao mês
- Tesouro Educa+ 2040: -2,25% ao mês
- Tesouro Educa+ 2041: -1,97% ao mês
- Tesouro Educa+ 2042: -1,81% ao mês
- Tesouro Educa+ 2043: -1,43% ao mês