Nesta semana teremos a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026, evento que promete ditar o tom sobre qual será a trajetória de cortes da
taxa Selic. Como os investidores sempre se adiantam, as taxas oferecidas no
Tesouro Direto seguem em queda nesta segunda-feira (26), destravando ganhos na marcação a mercado relevantes nos últimos sete dias.
O
Tesouro Renda+ 2065, o título público com maior prazo de vencimento na
renda fixa brasileira, viu a sua remuneração desabar de
IPCA+ 7,13% ao ano no último dia 15 de janeiro para os atuais
IPCA+ 6,96% ao ano.
Por sua vez, o preço unitário do investimento se valorizou +8% no curto prazo, passando de R$ 173,63 para R$ 187,51, respectivamente. Quanto maior é o prazo de vencimento do título de renda fixa, maior é a intensidade dos eventos de lucro (ou prejuízo) na marcação a mercado.
Segundo Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank, a maioria dos agentes que atuam no mercado financeiro aguarda o primeiro corte da taxa Selic na reunião do Copom em meados de março, sendo que a perspectiva mais relevante para quem investe no Tesouro Direto é saber qual será a velocidade a ser implementada pelo Banco Central.
"Caso a taxa Selic, de fato, tenha o seu primeiro corte em março, o investidor precisa ficar atento à sinalização do nosso Banco Central, se o mesmo aplicará apenas uma redução de 25 pontos-base, trazendo os juros básicos para 14,75% ao ano, ou se a autoridade monetária tesourará 50 pontos-base, derrubando a taxa para 14,50% ao ano", pondera Freller.