Lucro da Taurus Armas (TASA4) cai 4,7% no 4T24 e soma R$ 40,5 milhões
Fabricante brasileira de revólveres alega que ainda não observou uma retomada da demanda no brasil desde a posse do governo Lula
🚨 A Taurus (TASA4), uma das maiores fabricantes de armas do mundo, está intensificando seus esforços para minimizar os impactos das sobretaxas de importação impostas pelo governo dos Estados Unidos.
A estratégia inclui ampliar a produção local em território norte-americano e consolidar parcerias internacionais, especialmente na Turquia e na Arábia Saudita.
Segundo o presidente da companhia, Salesio Nuhs, a produção nos Estados Unidos é vista como um mecanismo essencial para contornar as tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump.
Anunciadas na última quarta-feira (02), essas tarifas impõem uma taxa básica de 10% sobre produtos importados, além de taxas adicionais para os maiores parceiros comerciais dos EUA.
A Taurus possui instalações produtivas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, com uma capacidade diária de 10 mil armas — sendo 7 mil produzidas no Brasil e 3 mil nos EUA.
A produção brasileira destina cerca de 85% de seu volume ao mercado norte-americano, reforçando a importância de suas operações locais.
Na última terça-feira (01), a Taurus anunciou a assinatura de um memorando de entendimento para a possível aquisição da fabricante de armamentos Mertsav, da Turquia.
A expectativa é de que o negócio seja finalizado no segundo semestre deste ano, consolidando a Taurus como uma das poucas empresas globais com um portfólio que abrange armas que variam do calibre .22 até .50.
O presidente da Taurus destacou que o portfólio ampliado poderá transformar o posicionamento da empresa na indústria bélica, especialmente com a inclusão da metralhadora calibre .50, planejada para ser produzida após a concretização do acordo.
Além disso, a aquisição da Mertsav é vista como um facilitador para o ingresso da Taurus em mercados estratégicos como a Arábia Saudita.
A empresa brasileira já apresentou uma proposta ao governo saudita e está avaliando a possibilidade de estabelecer uma joint venture com uma companhia local.
A negociação, que está em análise, pode abrir portas para um mercado considerado prioritário pela fabricante.
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Outra aposta relevante da Taurus é a joint venture com a Jindal Defence, denominada JD Taurus, que produz armas leves na Índia.
Atualmente, a empresa participa de um processo licitatório do governo indiano para fornecer armas pesadas, com um potencial de demanda de até 425 mil unidades em um período de cinco anos.
A Taurus se destaca como uma das seis empresas ainda em disputa na concorrência, que já se encontra em sua segunda fase.
Além da competitividade técnica, a parceria com a Jindal Defence é vista como um diferencial relevante para cumprir as exigências de conteúdo nacional, que começam com 40% no primeiro ano e devem alcançar 100% nos anos subsequentes.
📈 Durante a feira de produtos militares Laad, realizada no Rio de Janeiro, a Taurus apresentou o Taurus Tactical Air Soldier (TAS), um drone equipado com fuzil e metralhadora.
A inovação possui um sistema de disparo com câmera 4K estabilizada em três eixos, mira laser e inteligência artificial para identificação de alvos.
A proposta da Taurus é utilizar o TAS como uma alternativa aos helicópteros em operações de progressão, minimizando riscos para equipes terrestres e aéreas. Contudo, o uso do equipamento ainda depende de aprovações regulatórias.
Fabricante brasileira de revólveres alega que ainda não observou uma retomada da demanda no brasil desde a posse do governo Lula
Ações da companhia caíram cerca de 40% em 2024 e seguem em queda na B3 neste ano.