Suzano (SUZB3) vai recomprar até 40 milhões de ações

É o equivalente a 6,5% das ações que estão em circulação no mercado.

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Publicado em 11/02/2026 às 08:30h - Atualizado 9 minutos atrás Publicado em 11/02/2026 às 08:30h Atualizado 9 minutos atrás por Marina Barbosa
Suzano é uma empresa que produz papel e celulose (Imagem: Shutterstock)
Suzano é uma empresa que produz papel e celulose (Imagem: Shutterstock)
Além dos resultados do 4º trimestre de 2025, a Suzano (SUZB3) anunciou nessa terça-feira (10) um novo programa de recompra de ações.
📈 Com isso, a companhia poderá recomprar até 40 milhões de ações ordinárias nos próximos 18 meses. Isto é, 6,5% das ações que estão em circulação no mercado.
O objetivo é maximizar a geração de valor para os acionistas, além de sinalizar ao mercado a confiança da administração na performance da companhia.
O Conselho de Administração avalia ainda que a recompra não afetará o cumprimento das obrigações assumidas pela companhia, nem o pagamento de dividendos obrigatórios.
As ações serão recompradas a preços de mercado, na Bolsa de Valores, com recursos disponíveis nas reservas de lucro e de capital e com os resultados obtidos ao longo deste ano.

Impacto financeiro

💲 As ações da Suzano eram cotadas a R$ 51,12 no fechamento de terça-feira (11). Considerando esse valor, o programa de recompra pode movimentar mais de R$ 2 bilhões.
Contudo, vale lembrar que a companhia não exerceu todo o potencial do seu último programa de recompra de ações, encerrado na última segunda-feira (9).
A companhia poderia recomprar outros 40 milhões de ações entre 9 agosto de 2024 e 9 fevereiro de 2026.
Contudo, adquiriu 14,8 milhões de papeis de emissão própria nesse período, a um preço médio de R$ 54,33 por ação. Logo, investiu R$ 805 milhões no programa de recompra.

Os resultados do 4T25 

📊 A Suzano teve um lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 6,7 bilhões registrado no mesmo período de 2024.
O resultado reflete a melhora dos preços e da demanda por papel e celulose, após a turbulência inicial causada pelo tarifaço de Donald Trump, além da variação do dólar.
Apesar disso, a Suzano decidiu manter uma produção de celulose aproximadamente 3,5% inferior a sua capacidade nominal ao longo de todo o ano de 2026.
"A decisão fundamenta-se na avaliação de que a retomada do volume marginal não proporcionaria retorno adequado para a Companhia", afirmou.