O fluxo estrangeiro segue beneficiando os
investimentos em renda fixa aqui no Brasil, dado que investidores globais buscam proteção em meio à
guerra no Irã. Como consequência, as taxas oferecidas no
Tesouro Direto nesta quarta-feira (11) operavam em queda por conta da forte demanda do mercado.
E já que os juros compostos estão caindo, o maior beneficiário é o
Tesouro Renda+ 2065, cuja remuneração caiu de
IPCA+ 6,98% ao ano no último dia 6 de março para os atuais
IPCA+ 6,83% ao ano.
Por sua vez, no decorrer de apenas três pregões, esse título de renda fixa de longuíssimo prazo acumula lucro de quase +7% na marcação a mercado, visto que seu preço unitário saltou de R$ 188,54 para R$ 201,51, respectivamente.
Segundo o analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset, enquanto os investimentos de maior risco em bolsa de valores ostentam volatilidade elevada, devido às incertezas do conflito no Oriente Médio, aqui no Brasil, a
renda fixa aproveita o fluxo estrangeiro, algo tão perceptível até pelo patamar do
dólar na região dos
R$ 5,15.
Mesmo com a guerra do Irã fazendo preço nos mercados, cerca de 57% das apostas dos investidores é de que a
taxa Selic recuará dos atuais 15% ao ano para o patamar de 14,50% ao ano na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) no dia 18 de março de 2026.
Já os que esperam uma redução da taxa básica de juros para 14,75% ao ano na mesma data respondem por 36% das apostas nos contratos de opções de Copom, negociados no ambiente da
B3 (B3SA3). Apenas 8% das apostas consideram que a
taxa Selic ficará inalterada em 15% ao ano.