R$ 100 mil por mês: Conheça os cargos com maior salário fixo do Brasil para 2026

Segundo o Guia Salarial 2026, os cargos com remuneração fixa mais alta do país estão concentrados principalmente no setor de saúde.

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Publicado em 28/11/2025 às 18:03h - Atualizado 9 horas atrás Publicado em 28/11/2025 às 18:03h Atualizado 9 horas atrás por Matheus Silva
De acordo com o levantamento, cinco posições ultrapassam a marca dos R$ 100 mil mensais em salário fixo (Imagem: Shutterstock)
De acordo com o levantamento, cinco posições ultrapassam a marca dos R$ 100 mil mensais em salário fixo (Imagem: Shutterstock)

💲O mercado de trabalho brasileiro segue em transformação e, ao contrário do que muitos imaginam, os maiores salários fixos da iniciativa privada não estão no setor financeiro, nem em multinacionais de tecnologia.

Segundo o Guia Salarial 2026, produzido pela consultoria Michael Page, os cargos com remuneração fixa mais alta do país estão concentrados principalmente no setor de saúde.

De acordo com o levantamento, cinco posições executivas ultrapassam a marca dos R$ 100 mil mensais em salário fixo, sem contar bônus, participação nos lucros ou benefícios. Quatro delas estão no setor de saúde e uma no varejo.

Cargos com maiores salários fixos do Brasil

Segundo o estudo, essas são as funções que atingem o patamar de seis dígitos mensais:

  • Superintendente/Diretor médico (saúde);
  • Líder de unidade de negócios (dispositivos médicos);
  • Gerente geral (dispositivos médicos);
  • Líder de unidade de negócios (indústria farmacêutica);
  • Gerente geral de operações (varejo).

Outras posições bem remuneradas aparecem nos setores de bancos, tecnologia da informação e vendas, compondo o top 10 do ranking de salários fixos mais altos do país.

O levantamento analisou 548 cargos em 15 setores da economia, ouvindo mais de 7 mil profissionais e reunindo dados de entrevistas conduzidas com empresas clientes da Michael Page.

Projeções salariais para 2026

A pesquisa também investigou a expectativa das empresas em relação a reajustes salariais para 2026. O resultado indica um cenário de cautela nas decisões de remuneração:

  • 45% das empresas não concederam reajustes acima do obrigatório;
  • 59% dos profissionais não receberam aumento no último ano;
  • 28% dos trabalhadores afirmam ter acesso a capacitação efetiva, apesar de 60% das empresas alegarem oferecer esse tipo de benefício.

Esse descompasso entre percepção e realidade reforça a necessidade de maior clareza na comunicação de políticas internas de desenvolvimento, além de evidenciar um ponto de atrito entre gestão e colaboradores.

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Guerra por talentos pressiona salários e engajamento

Mesmo com postura conservadora nos reajustes, as empresas enfrentam uma concorrência acirrada por talentos qualificados. A dificuldade em contratar se soma a altos índices de rotatividade e desalinhamento de expectativas:

  • 73% das empresas relatam dificuldade para preencher vagas por falta de qualificação técnica;
  • 61% apontam rotatividade e baixo engajamento como obstáculos para retenção;
  • 58% reclamam de pretensões salariais acima da capacidade orçamentária.

Segundo a análise da Michael Page, profissionais com formação técnica ou certificações específicas detêm hoje maior poder de barganha, o que amplia o desafio de atrair e reter talentos-chave.

“Profissionais com qualificações específicas têm maior poder de barganha, o que eleva o turnover e pressiona os salários”, aponta o relatório.

Salário não é tudo: benefícios e flexibilidade ganham peso

A remuneração financeira, embora ainda central na decisão de permanência ou mudança de emprego, já divide espaço com outros elementos valorizados pelos profissionais. Segundo o levantamento:

  • 55% dos candidatos consideram benefícios como saúde, alimentação e educação tão importantes quanto o salário;
  • O modelo de trabalho híbrido ou remoto também figura entre os principais critérios de escolha.

No entanto, o estudo indica que há uma tendência de retorno ao modelo presencial por parte das empresas:

  • 42% já operam 100% no presencial (ante 36% na edição anterior);
  • A participação de empresas com modelo híbrido caiu de 50% para 44%;
  • Entre os profissionais, a preferência por modelos híbridos subiu de 37% para 40%.

O dado sinaliza uma possível tensão entre a política corporativa e a expectativa dos profissionais, especialmente em cargos de média e alta liderança.

💲 “O desafio é construir pacotes de benefícios que realmente façam a diferença para os colaboradores”, afirma Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil.