Quem é Tiago Cavalcanti, indicado por Haddad para a diretoria do BC

A nomeação ainda depende da escolha formal do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e posterior aprovação pelo Senado Federal.

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Publicado em 18/02/2026 às 13:14h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 18/02/2026 às 13:14h Atualizado 5 minutos atrás por Matheus Silva
Se aprovado, Tiago poderá assumir uma diretoria com mandato até 2029 (Imagem: Shutterstock)
Se aprovado, Tiago poderá assumir uma diretoria com mandato até 2029 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), indicou o economista Tiago Cavalcanti como sugestão para ocupar uma das duas vagas abertas na diretoria do Banco Central do Brasil.
A nomeação ainda depende da escolha formal do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e posterior aprovação pelo Senado Federal.
A indicação ocorre em um momento considerado estratégico para a autoridade monetária, em que o governo busca reforçar a credibilidade técnica da instituição e sinalizar compromisso com padrões internacionais de política monetária.

Perfil acadêmico e formação internacional

Natural de Pernambuco, Tiago Cavalcanti construiu sua carreira principalmente no meio acadêmico. 
Graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, concluiu mestrado e doutorado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. 
Durante o período de formação, recebeu reconhecimentos como o Langoff Award e o Hans Brems Award, concedidos a pesquisadores com destaque em desempenho acadêmico.
Atualmente, é professor na University of Cambridge e fellow do Trinity College, onde desenvolve pesquisas nas áreas de macroeconomia, desenvolvimento econômico e sistemas de crédito.
Seus estudos costumam abordar temas como crescimento de longo prazo, funcionamento do mercado de crédito e impactos institucionais sobre a atividade econômica.
Apesar de manter um perfil discreto no mercado financeiro brasileiro, distante do ambiente corporativo da Faria Lima, Cavalcanti é reconhecido no meio acadêmico internacional por sua produção técnica e por participar de debates relevantes sobre política econômica.

Atuação no Brasil e participação em debates econômicos

No cenário nacional, Cavalcanti já atuou como professor visitante na FGV-EESP e foi colunista do jornal Valor Econômico. 
Também participou de discussões relacionadas a campanhas presidenciais em 2014, contribuindo com propostas ligadas a crescimento sustentável e eficiência institucional.
A escolha de um nome com esse perfil reflete a intenção do Ministério da Fazenda de reforçar a diretoria do Banco Central com profissionais de formação técnica consolidada e experiência internacional, capazes de dialogar com o mercado global e, ao mesmo tempo, compreender os desafios domésticos.

Papel na diretoria e impacto no Copom

Se aprovado pelo Senado, Tiago Cavalcanti poderá assumir uma diretoria com mandato até 31 de dezembro de 2029. Entre as áreas possíveis estão Política Econômica ou Organização do Sistema Financeiro, ambas centrais para o funcionamento da autoridade monetária.
Como diretor, ele terá voto no Copom, responsável por definir a taxa Selic e conduzir a política monetária. 
Também participará de decisões relacionadas ao controle da inflação, à estabilidade do sistema financeiro e à regulação da concorrência bancária.
A eventual entrada de Cavalcanti ocorre em um contexto de transição no Banco Central, no qual a manutenção da autonomia técnica e da previsibilidade das decisões é acompanhada de perto pelo mercado. 
📊 A indicação busca transmitir a mensagem de continuidade institucional, ao mesmo tempo em que amplia o debate interno com a presença de um economista com forte formação acadêmica e atuação internacional.