PicPay abriu o caminho em 2026? Agibank também lança IPO nos EUA
Instituição financeira brasileira mira captar até US$ 828 milhões na bolsa de valores americana.
O PicPay (PICS) concluiu, nesta quarta-feira (28), sua oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq. A fintech brasileira conseguiu levantar mais de R$ 2,5 bilhões em capital estrangeiro.
A operação do PicPay termina um jejum de quatro anos desde que uma empresa brasileira fez um IPO tradicional. Em 2022, o Nubank (ROXO34) chegou à NYSE, quando levantou mais de R$ 10 bilhões.
Agora, outras empresas devem fazer listagens nos próximos meses, em uma fila que deve continuar com o Agibank. A instituição financeira entrou com um pedido de listagem na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) na semana passada.
O objetivo é levantar até US$ 1 bilhão em investimentos, listando ações das classes A e B na NYSE. O banco foi avaliado em US$ 1,5 bilhão na última rodada de investimentos que concluiu, em 2024. Os papéis serão listados sob o ticker AGBK, mas ainda não há data oficial para o IPO em Wall Street.
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Outra candidata é a BRK Ambiental, que, no fim do ano passado, enviou o pedido à CVM. Neste caso, será realizada uma oferta primária e secundária de ações na B3.
“Acho que este ano veremos mais IPOs nos Estados Unidos, não apenas de empresas brasileiras, mas também de empresas de tecnologia americanas”, comentou Ulrike Hoffmann, diretora global de ações da UBS Global Wealth Management,
De acordo com um levantamento feito pela bolsa brasileira, ao menos 50 empresas já estão prontas para abrir capital. Elas estariam esperando a janela perfeita para a operação.
“Não vão ser transações pequenas, muito locais, de setores mais domésticos, como a gente teve em 2021. Acho que a gente vai ter transações de grande porte, que tenham bastante liquidez para evitar o que aconteceu há quatro anos”, diz Victor Rosa, do Scotiabank, em entrevista à revista Exame.
Tudo vai depender dos próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu manter a taxa de juros em 15% na primeira reunião do ano. Se o cenário de queda nos próximos encontros se confirmar, o mercado deve olhar com mais atenção para as novas empresas que podem chegar ao balcão da B3.
Além disso, a bolsa tem planos para elevar as opções do investidor, como a abertura do espaço para empresas menores. O Regime Fácil entrou em vigor no começo deste ano, com foco na listagem de empresas que têm até R$ 500 milhões em faturamento anual.
“As empresas de menor porte terão uma alternativa para acessar investidores e captar recursos, com regras e custos proporcionais à sua realidade, seja por meio de ações ou de títulos de dívida. Existe uma demanda represada por financiamento em empresas menores e fora dos grandes centros, e o Fácil chega justamente para destravar esse potencial, ampliando a diversidade de emissores e fortalecendo todo o mercado”, explica Flávia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3.
Instituição financeira brasileira mira captar até US$ 828 milhões na bolsa de valores americana.
O banco, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq nesta quinta-feira (29).