Nesta semana, um novo capítulo dessa novela surgiu, visto que o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um documento pedindo uma inspeção urgente no Banco Central para entender as causas que justificaram a
liquidação extrajudicial do Banco Master.
Tais pendências jurídicas e burocráticas afetam os investidores de
renda fixa que confiaram no Banco Master, pois até se cogita a suspensão da liquidação da instituição financeira. Nesse cenário, não seria o
FGC o responsável por honrar os investidores, e sim o próprio Banco Master.
Caso mantida a liquidação do Banco Master, continuam os quase 60 dias em que a grana aplicada nos
CDBs deixou de render. Portanto, aquela atrativa rentabilidade de
120% do CDI não é mais a realidade.
Se o
FGC devolver a grana aos investidores em fevereiro de 2026, a remuneração real caiu para pouco mais de
100% do CDI, o que praticamente o
Tesouro Selic, com liquidez diária, já é capaz de oferecer sem nenhum tipo de dor de cabeça e sem deixar de aproveitar a atual
taxa Selic em 15% ao ano nem por um segundo.
Inclusive, os CDBs do Banco Master podem perder até para os ganhos da velha
caderneta de poupança, caso a liberação do FGC só ocorra em abril de 2026, o que acarretaria em uma rentabilidade próxima de
78% do CDI, lembrando que a poupança é isenta da cobrança de imposto de renda, diferente dos CDBs.
CDB não é tudo igual
Todos os
CDBs oferecidos em bancos e corretoras de valores são cobertos pelo
FGC, o que dá a sensação ao investidor de que o risco de crédito é igual: se na pior das hipóteses a instituição financeira falir, o
FGC resgatará todo mundo até o limite de R$ 250 mil.
Só que o caso do Banco Master justamente expõe o quanto de dinheiro o investidor pode deixar na mesa pelo chamado custo de oportunidade. Afinal de contas,
CDBs emitidos por outras instituições financeiras bem mais seguras não deixaram seus investidores na mão e seguem aproveitando o
CDI nas alturas, beirando os 15% ao ano.
Entre as opções mais rentáveis disponíveis em 2026 está o CDB Daycoval Prefixado 14% ao ano, que trava tamanha remuneração até o final de 2028. Dessa maneira, a aplicação inicial de R$ 50 mil no
título bancário renderia
R$ 74.077,20 até o vencimento, superando a
poupança que entregaria
R$ 63.476,76 nas mesmas condições.