🚀 A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de limitar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor tarifas trouxe alívio ao comércio global e abriu espaço para ganhos em ações exportadoras listadas na
B3 (B3SA3).
A leitura predominante é de redução do risco protecionista e melhora do ambiente para empresas brasileiras com exposição ao mercado americano.
WEG aparece entre as principais beneficiadas
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WEG (WEGE3) é uma das ações mais citadas por analistas como potencial beneficiária da decisão.
Segundo a XP Investimentos, a derrubada das tarifas “país a país” e da tarifa de 25% aplicada a determinados produtos pode reduzir custos e melhorar a competitividade dos equipamentos industriais exportados do Brasil para os EUA.
Cerca de 9% da receita total da companhia está ligada a exportações do Brasil para o mercado americano.
O Goldman Sachs estima que aproximadamente 8% da receita líquida da WEG era diretamente impactada pelas tarifas da IEEPA.
A redução dessas barreiras pode gerar alívio relevante, sobretudo considerando que o quarto trimestre de 2025 era visto como o período de maior impacto tarifário.
Apesar disso, as tarifas da Seção 232, que incidem sobre aço e alumínio, permanecem inalteradas.
Embraer pode ter impacto direto no lucro
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Embraer (EMBJ3) também surge como destaque. Segundo a XP, a tarifa de 10% que ainda incidia sobre a companhia deve convergir para zero com a decisão.
As estimativas da casa indicam que uma redução completa das tarifas poderia representar aumento de até 12% no EBIT projetado da empresa para 2026, reforçando o impacto positivo para a tese da companhia.
Exportadoras em geral e commodities no radar
Além de WEG e Embraer, o movimento favorece, de forma mais ampla, empresas exportadoras com exposição aos EUA.
Setores como
petróleo, papel e celulose e algumas indústrias específicas tendem a se beneficiar do ambiente mais favorável ao comércio.
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Petrobras (PETR4), por exemplo, pode ganhar indiretamente com melhora do apetite global por risco e sustentação da demanda por commodities.
Empresas do setor de proteína animal e siderurgia também entram no radar, especialmente diante da recuperação de competitividade em cadeias como carne e aço.
Small caps e bancos
O impacto não se limita às exportadoras. Analistas destacam que a redução da incerteza global pode aumentar o apetite por risco e favorecer small caps e o setor bancário na B3.
A perspectiva de menor pressão inflacionária nos EUA e potencial alívio na curva de juros internacional também tende a beneficiar mercados emergentes como o Brasil, fortalecendo o fluxo estrangeiro para ações domésticas.
📊 No curto prazo, as exportadoras lideram os ganhos. No médio prazo, o efeito pode se espalhar para outros setores, à medida que o mercado reavalia riscos globais e ajusta as carteiras a um cenário de menor protecionismo estrutural.