2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨 As negociações no Tesouro Direto começaram nesta quinta-feira (28) com oscilações discretas nas taxas, refletindo um dia de ajuste fino do mercado.
Enquanto alguns títulos prefixados avançam levemente, outros recuam, mostrando que os investidores seguem cautelosos diante das perspectivas para juros no Brasil e no exterior.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o Tesouro Prefixado com vencimento em 2028 pagava 13,24% ao ano, uma alta marginal em relação aos 13,23% da véspera.
Já os papéis de prazos mais longos tiveram recuo nas taxas: o título que vence em 2032 caiu para 13,84% ao ano (ante 13,86% do dia anterior), enquanto o Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais passou a oferecer 13,99% (ante 14,02%).
Esse movimento misto mostra que, embora o curto prazo ainda carregue prêmio elevado, as expectativas de inflação e juros mais à frente começam a se acomodar.
No grupo dos papéis indexados ao IPCA, os investidores encontram remunerações que seguem atrativas para quem busca proteção real de longo prazo.
Esses patamares seguem elevados em termos históricos e podem interessar investidores que desejam fixar hoje uma taxa real robusta para o futuro, especialmente diante da incerteza sobre o ritmo de cortes da Selic.
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No exterior, os rendimentos dos Treasuries — títulos do governo dos Estados Unidos — recuam nesta manhã, reforçando o movimento de busca por ativos de risco.
Esse alívio nos yields americanos tende a favorecer países emergentes como o Brasil, já que amplia a atratividade do diferencial de juros.
Na prática, o cenário misto sugere que os títulos de curto prazo ainda refletem cautela com o ambiente fiscal e monetário doméstico, enquanto os de longo prazo já precificam maior estabilidade adiante.
💰 Para o investidor pessoa física, isso abre oportunidades distintas: prefixados de prazos menores para capturar o “carrego” elevado no curto prazo, e IPCA+ longos para travar taxas reais ainda altas e garantir blindagem contra surpresas inflacionárias.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
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