Prefixados no Tesouro Direto miram os 14% ao ano de novo

Renda fixa do governo tida como a mais arriscada já está pagando mais neste início de 2026.

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Publicado em 16/01/2026 às 17:03h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 16/01/2026 às 17:03h Atualizado 2 minutos atrás por Lucas Simões
Investidor tem focado apenas no IPCA+, mas prefixados também são competitivos (Imagem: Shutterstock)
Investidor tem focado apenas no IPCA+, mas prefixados também são competitivos (Imagem: Shutterstock)
Se você já investe em renda fixa há algum tempo, já deve ter ouvido falar que os prefixados são a categoria mais arriscada que há no Brasil, uma vez que o CDI é historicamente alto no Brasil por seguir a taxa Selic, ao mesmo tempo que o IPCA+ é cascudo para dar conta de conter os repiques de inflação corriqueiros, que consomem boa parte dos juros compostos.
A novidade neste início de 2026 é que os rendimentos dos prefixados negociados no Tesouro Direto estão cada vez maiores, até mirando de volta nos 14% ao ano, algo que não se via desde outubro de 2025, apesar da narrativa de cortes da taxa Selic implicar que tais remunerações fossem diminuindo.
Para materializar o que acontece com a renda fixa brasileira agora, basta pegar a trajetória do Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais, o título com maior prazo de vencimento da categoria. Sua remuneração nesta sexta-feira (16) chega a 13,82% ao ano, bem acima da taxa de 13,56% ao ano vista no último dia 5 de janeiro, o menor patamar em 2026.
Desde outubro de 2025, o Tesouro Prefixado 2035 não oferece juros compostos de 14% ao ano a quem empresta dinheiro ao governo brasileiro, mas as recentes movimentações políticas em relação às Eleições 2026 e divulgações de dados econômicos fazem com que o Tesouro Direto apresente prejuízos relevantes na marcação a mercado no curto prazo.
No comentário do analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset, pesa sobre a curva futura de juros as recentes articulações em Brasília que reforçam a leitura de que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) não conta, por ora, com o apoio dos políticos do Centrão
"As alternativas da direita brasileira, como Romeu Zema (Minas Gerais), Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás), entre outros, evidenciam uma pressão indireta para que Flávio Bolsonaro reavalie sua permanência na disputa eleitoral. Por ora, trata-se de uma candidatura que, além da rejeição elevada, carece do suporte da máquina política necessária para se tornar mais competitiva", avalia o especialista.

Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 16 de janeiro de 2026:

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2028 = Aporte mínimo de R$ 7,87 (Rentabilidade: 13,12% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,67 (Rentabilidade: 13,74% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2035 = Aporte mínimo de R$ 8,23 (Rentabilidade: 13,82% ao ano)

Títulos pós-fixados

  • Tesouro Selic 2028 = Aporte mínimo de R$ 181,88 (Rentabilidade: Selic + 0,0443% ao ano)
  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 181,14 (Rentabilidade: Selic + 0,0992% ao ano)

Títulos indexados à Inflação

  • Tesouro IPCA+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 35,64 (Rentabilidade: IPCA + 7,98% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 16,37 (Rentabilidade: IPCA + 7,37% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,61 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2035 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,49 (Rentabilidade: IPCA + 7,71% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 40,27 (Rentabilidade: IPCA + 7,37% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 39,96 (Rentabilidade: IPCA + 7,29% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 18,46 (Rentabilidade: IPCA + 7,43% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 13,27 (Rentabilidade: IPCA + 7,26% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 9,58 (Rentabilidade: IPCA + 7,15% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 6,90 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 4,92 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,49 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,46 (Rentabilidade: IPCA + 7,11% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,75 (Rentabilidade: IPCA + 7,11% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 35,53 (Rentabilidade: IPCA + 8,01% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 33,06 (Rentabilidade: IPCA + 7,93% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 30,75 (Rentabilidade: IPCA + 7,88% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 28,62 (Rentabilidade: IPCA + 7,83% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 26,69 (Rentabilidade: IPCA + 7,77% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 24,89 (Rentabilidade: IPCA + 7,71% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 23,26 (Rentabilidade: IPCA + 7,65% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 21,77 (Rentabilidade: IPCA + 7,58% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 20,37 (Rentabilidade: IPCA + 7,52% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 19,05 (Rentabilidade: IPCA + 7,47% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 17,83 (Rentabilidade: IPCA + 7,42% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 16,68 (Rentabilidade: IPCA + 7,37% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 15,63 (Rentabilidade: IPCA + 7,33% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 14,64 (Rentabilidade: IPCA + 7,29% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 13,72 (Rentabilidade: IPCA + 7,25% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 12,87 (Rentabilidade: IPCA + 7,22% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,05 (Rentabilidade: IPCA + 7,19% ao ano)