A novidade neste início de 2026 é que os rendimentos dos prefixados negociados no
Tesouro Direto estão cada vez maiores, até mirando de volta nos 14% ao ano, algo que não se via desde outubro de 2025, apesar da narrativa de cortes da
taxa Selic implicar que tais remunerações fossem diminuindo.
Para materializar o que acontece com a renda fixa brasileira agora, basta pegar a trajetória do
Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais, o título com maior prazo de vencimento da categoria. Sua remuneração nesta sexta-feira (16) chega a
13,82% ao ano, bem acima da taxa de
13,56% ao ano vista no último dia 5 de janeiro, o menor patamar em 2026.
No comentário do analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset, pesa sobre a curva futura de juros as recentes articulações em Brasília que reforçam a leitura de que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) não conta, por ora, com o apoio dos políticos do Centrão.
"As alternativas da direita brasileira, como Romeu Zema (Minas Gerais), Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás), entre outros, evidenciam uma
pressão indireta para que Flávio Bolsonaro reavalie sua permanência na disputa eleitoral. Por ora, trata-se de uma candidatura que, além da rejeição elevada, carece do suporte da máquina política necessária para se tornar mais competitiva", avalia o especialista.