Porto ignora baixa da Oncoclínicas (ONCO3) e propõe aporte de R$ 1 bilhão

Investimento pode separar clínicas de oncologia em nova empresa.

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Publicado em 14/03/2026 às 12:36h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 14/03/2026 às 12:36h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Nos últimos 12 meses, companhia perdeu mais de 65% do seu valor de mercado (Imagem: Shutterstock)
Nos últimos 12 meses, companhia perdeu mais de 65% do seu valor de mercado (Imagem: Shutterstock)

Nesta sexta-feira (13), a Porto (PSSA3) assinou um memorando de entendimento para um aporte de R$ 1 bilhão na Oncoclínicas (ONCO3). O negócio seria fechado por meio de uma futura subsidiária, criada especialmente para a operação.

De acordo com informações do Brazil Journal, o investimento abriria caminho para que a empresa de oncologia separasse suas clínicas de oncologia em uma nova empresa. Desta forma, a Porto Saúde faria o aporte bilionário e passaria a controlar todas as 200 unidades da rede de saúde.

O documento assinado entre as duas partes prevê um pagamento de R$ 500 milhões em equity e da outra parte em debêntures conversíveis em ações. No final, a Porto ficaria com 33% do capital social da Oncoclínicas.

Os termos ainda deixam os hospitais fora do negócio, assim como os ativos que a companhia mantém na Arábia Saudita. Atualmente, a ONCO3 é a principal parceira no segmento de oncologia da Porto, com repasses anuais que chegam a R$ 500 milhões.

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“A oncologia já é a segunda maior despesa dos planos de saúde, atrás de hospitais e superando os laboratórios, e a tendência é que esse custo suba cada vez mais” disse uma das fontes à reportagem.

Desde 2022, as duas empresas mantêm uma joint venture, que é para onde os pacientes são encaminhados para o tratamento da doença. No acordo firmado, a seguradora tem 40%, enquanto a rede de oncologia é responsável por 60% do capital social.

A Oncoclínicas é uma das maiores redes de saúde especializadas no tratamento do câncer no Brasil. Nos últimos meses, a empresa tem passado por um período de dificuldades na bolsa de valores, o que faz com que as ações tenham queda de 30% apenas em 2026.

Se considerado o intervalo dos últimos 12 meses, o prejuízo é ainda maior, de 65%, conforme dados da B3. Atualmente, a companhia tem valor de mercado de R$ 2,8 bilhões, ainda de acordo com a bolsa de valores.

Tudo isso está atrelado à crise do Master, que detinha cerca de 20% das ações da companhia, adquiridas depois do último aumento de capital. Cerca de R$ 1,5 bilhões teriam sido aplicados em CDBs da instituição financeira e parte deste valor foi perdido depois da liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Por meio de comunicado ao mercado, a Porto informou que avalia de forma permanente potenciais opções de investimentos em diversos segmentos, incluindo o espaço explorado pela Oncoclínicas. “Não obstante tal fato, a companhia informa que não há, neste momento, nenhum documento vinculante assinado que se refira aos negócios mencionados na matéria referenciada [do Brazil Journal]", destacou.