O presidente americano Donald Trump não esconde que a
Groenlândia faz parte das ambições geopolíticas dos Estados Unidos em 2026 e que o
ataque militar bem-sucedido na Venezuela, que culminou na queda do ditador Nicolás Maduro no último final de semana, pode ser só o começo de uma nova era da
Doutrina Monroe adaptada ao século 21.
Até o momento, Trump e aliados apenas avaliam as opções na mesa para anexar o território da Groenlândia, simplesmente a maior ilha do mundo, com área total de 2,16 milhões de quilômetros quadrados (maior que a soma dos estados brasileiros de Amazonas e Minas Gerais).
Situada na região do Ártico, entre o Canadá e a Islândia, o território da Groenlândia é semiautônomo, adotando um chefe local e seu próprio parlamento. Todavia, a nação integra o Reino da Dinamarca, país europeu responsável pelas relações diplomáticas e defesa militar dos groenlandeses.
“O presidente Trump deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos, e é vital para deter nossos adversários na região do Ártico”, disse a Casa Branca em um comunicado.
A vontade de Trump em anexar o território da Groenlândia oficialmente aos EUA remonta ainda ao seu primeiro mandato. Fora que o presidente republicano é um dos mais entusiastas em reviver a Doutrina Monroe, uma política histórica da diplomacia americana do século 19 que define o continente das Américas como zona de influência dos EUA, impedindo a interferência de potências europeias.
Terras raras e petróleo
Atualmente, a Groenlândia ostenta extrema importância geopolítica, já que abriga uma das maiores reservas de minerais críticos e terras raras, elementos essenciais em projetos de
inteligência artificial e no uso das indústrias aeroespacial, bélica e fronteira tecnológica.
Dessa maneira, os EUA teriam acesso fácil à
extração de terras raras, commodities que atualmente se restringem ao seu principal rival, os chineses. Em meio às declarações políticas, as cotas do
VanEck Rare Earth and Strategic Metals ETF (REMX), investimento que aplica nas maiores mineradoras de terras raras do mundo, saltaram +5,24% hoje. Nos últimos 12 meses, o
ETF REMX acumula valorização de +103% em dólares.
Paralelamente, a Groenlândia também é rica em reservas de
petróleo e gás natural em seu território. Também durante o pregão nesta terça-feira, as ações da transportadora petrolífera
Torm (TRMD), fundada na Dinamarca em 1889, saltaram até +4,27%, acumulando ganho de quase +50% desde o fundo de preço registrado em abril de 2025.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil em
Torm (TRMD) há cinco anos, hoje você teria
US$ 4.749,43, já considerando o reinvestimento dos
dividendos em dólar. A simulação também aponta que o
ETF VOO, investimento que replica o S&P 500, teria retornado
US$ 1.936,96 nas mesmas condições.