PicPay quer levantar US$ 434,3 mi com IPO nos EUA; veja valor por ação

O banco digital quer estrear na Nasdaq ainda em janeiro, sob o ticker PICS.

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Publicado em 20/01/2026 às 14:42h - Atualizado 9 minutos atrás Publicado em 20/01/2026 às 14:42h Atualizado 9 minutos atrás por Marina Barbosa
PicPay é o segundo maior banco digital do Brasil, em nº de clientes (Imagem: Shuterstock)
PicPay é o segundo maior banco digital do Brasil, em nº de clientes (Imagem: Shuterstock)
O PicPay pretende estrear na bolsa ainda em janeiro, com ações negociadas por ao menos US$ 16.
O banco digital brasileiro anunciou no início do ano a intenção de fazer um IPO (oferta pública inicial de ações) nos Estados Unidos. E, nesta terça-feira (20), apresentou mais detalhes da oferta.
📈 Segundo o prospecto mais recente, o Picpay pretende ofertar pouco mais de 22,8 milhões de ações ordinárias classe A, dentro de uma faixa de preço de US$ 16,00 a US$ 19,00 por ação.
Com isso, a companhia busca levantar de US$ 365,7 milhões a US$ 434,3 milhões com o IPO. Ou seja, até R$ 2,3 bilhões se considerada a atual cotação do dólar.
Seria o suficiente para que o seu valor de mercado chegasse a algo em torno de US$ 2,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões. Ou seja, a até R$ 14 bilhões.

Estreia ainda em janeiro

📅 O novo prospecto da oferta ainda revela que o objetivo do PicPay é estrear na Nasdaq já no próximo dia 29 de janeiro, com o ticker "PICS".
Isso porque a operação já nasce ancorada: a empresa de capital de crescimento Bicycle Capital demonstrou interesse em comprar US$ 75 milhões em ações do PicPay.
Diante disso, o PicPay vai apresentar a oferta para outros investidores nos próximos dias, mas já pretende definir o preço por ação do IPO no dia 28 de janeiro.

Fim do jejum de IPOs

Se o plano der certo, o PicPay vai encerrar o jejum de IPOs de empresas brasileiras, que já se arrasta por mais de quatro anos.
O último IPO foi o do Nubank (ROXO34), que abriu o capital nos Estados Unidos em dezembro de 2021. Já na B3, o último evento desse tipo ocorreu em setembro de 2021, com a Vittia (VITT3).
🏦 A expectativa, no entanto, é de que esta seca de fato chegue ao fim em 2026. É que, além do PicPay, o Agibank também demonstrou a intenção de listar suas ações nos Estados Unidos.
Por aqui, a BRK Ambiental apresentou um pedido de IPO à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no final de 2025. A Aegea também estaria se movimentando nesse sentido. 
Segundo especialistas, o bom momento do mercado de ações, o maior apetite ao risco do investidor estrangeiro e a possibilidade de queda da Selic pavimentam esse caminho.

PicPay

Criado em 2012, o PicPay é o segundo maior banco digital do Brasil em número de clientes. São mais de 66 milhões de clientes, sendo que 42 milhões estavam ativos no terceiro trimestre de 2025. 
Com isso, o banco digital registrou um lucro líquido de R$ 313,8 milhões nos nove primeiros meses do ano passado. Já o ROE (retorno anualizado sobre o patrimônio líquido) foi de 17,4%.
💲 Segundo o PicPay, os recursos levantados com o IPO serão usados para para fins corporativos gerais, incluindo capital de giro, despesas operacionais, cumprimento de requisitos regulamentares de capital, investimentos de capital e aquisições, como a da seguradora Kovr.
O banco digital é controlado pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS (JBBS32). E isso não mudará com o IPO.
Segundo o PicPay, a família Batista deve ficar com 23,5% das ações ordinárias de Classe A e de 100% das ações ordinárias de Classe B após o IPO, o que corresponde a aproximadamente 96,4% do poder de voto.