Ação do setor elétrico pode disparar 92% em 2025, diz BTG
O banco projeta um preço-alvo de R$ 36 até o final de 2025.
💡 A Neoenergia (NEOE3) divulgou, nesta segunda-feira (17), os resultados financeiros e operacionais do quarto trimestre do ano passado (4T24), reportando um lucro ajustado de R$ 1,4 bilhão no período, e de R$ 4,3 bilhões em 2024, em linha com 2023. Já considerando os efeitos de caixa não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 852 milhões no 4T24, e de R$ 3,6 bilhões em 2024.
O ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) alcançou R$ 2,8 bilhões no 4T24 e R$ 10,6 bilhões no ano, em linha com 2023, pelos reajustes tarifários negativos na parcela B das distribuidoras e pelo fim do contrato de Termopernambuco, no segundo trimestre de 2024.
A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 12,84 bilhões no 4T24 e de R$ 46,68 bilhões em 2024, gerando retornos positivos de 15% e 10% nas comparações anuais, respectivamente.
Por sua vez, a companhia elétrica encerrou 2024 com investimentos de R$ 9,8 bilhões, o que representa um crescimento de 10% em relação a 2023. Já no 4T24, o capex foi de R$ 3 bilhões, com alta de 26% na comparação anual.
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Para Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia, mesmo com um cenário macroeconômico e setorial desafiador, 2024 foi um ano de resultados consistentes para a companhia.
“Continuamos com a estratégia de crescimento sustentável, baseada em um plano de qualidade robusto e disciplina na alocação de capital, com investimentos destinados principalmente a redes de distribuição e transmissão”, afirmou o executivo no relatório de resultados.
🌃 A companhia apresentou aumento de 292 mil consumidores em 2024 na compração anual, totalizando cerca de 16,6 milhões de clientes nas cinco concessionárias: Neoenergia Brasília (Distrito Federal), Neoenergia Coelba (Bahia), Neoenergia Cosern (Rio Grande do Norte), Neoenergia Elektro (São Paulo e Mato Grosso do Sul) e Neoenergia Pernambuco (Pernambuco).
No 4T24, a energia eólica e solar gerada pela Neoenergia foi de 1.426 GWh, em linha com o período homólogo. No ano, a geração foi de 5.585 GWh, 7% acima em relação a 2023, verificada pela maior potência instalada dos complexos de energia dos ventos Neoenergia Oitis (Piauí) e solar de Neoenergia Luzia (Paraíba).
O banco projeta um preço-alvo de R$ 36 até o final de 2025.
A partir de 18 de dezembro do mesmo ano, as ações serão negociadas "ex-proventos", ou seja, sem o direito aos JCP anunciados.