Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), em meio à tradicional corrida dos ovos de Páscoa celebrada na Casa Branca, Trump taxou as tratativas para um cessar-fogo como significativas, mas que segue a contagem regressiva para o seu prazo de reabertura do Estreito de Ormuz, caso o governo iraniano não queira ver a destruição da infraestrutura civil do país.
"Eles [as autoridades do Irã] fizeram uma proposta, uma proposta até que significativa. Foi um passo significativo. Só não foi o suficiente. Eles estão negociando agora [...] e nós veremos o que acontece", comentou Trump aos jornalistas presentes.
Por sua vez, a rejeição do Irã à proposta de cessar-fogo foi transmitida pelo Paquistão, país que vem intermediando as negociações diplomáticas entre iranianos e americanos. As exigências do Irã somam dez cláusulas, desde o fim permanente dos conflitos até um protocolo de passagem segura para os navios que cruzam o Estreito de Ormuz.
Enquanto os iranianos também requerem a suspensão de sanções econômicas e dinheiro para a reconstrução das áreas atingidas pelos bombardeios conjuntos entre EUA e Israel,
Trump voltou a ameaçar o regime dos aiatolás, caso nenhum acordo seja assinado entre os dois países até às 20h (horário de Washington) nesta terça-feira (7).
"Se não fizerem isso, não terão pontes, não terão usinas de energia, não terão nada", disse Trump na coletiva de imprensa. Rapidamente, o mercado já reagiu às declarações do presidente americano.