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A Minerva (BEEF3) não desistiu de comprar operações da Marfrig (MRFG3) no Uruguai. Por isso, fez um novo pedido de aquisição dos ativos à autoridade concorrencial uruguaia nesta terça-feira (11).
🥩 A Minerva tenta comprar desde agosto de 2023 as unidades de abate de bovinos mantidas pela Marfrig nas cidades de Colônia, Salto e San José. As plantas são avaliadas em R$ 675 milhões e poderiam elevar em 10,7% a capacidade de abate da Minerva no Uruguai.
A Coprodec (Comissão de Promoção e Defesa da Concorrência do Uruguai), no entanto, barrou a venda em maio de 2024, dizendo que a companhia brasileira passaria a deter uma posição dominante no mercado local de abate bovino local com a aquisição.
A Minerva chegou a recorrer da decisão, mas perdeu o recurso em dezembro de 2024. Por isso, agora decidiu fazer ajustes na proposta feita pelas três plantas da Marfrig.
⚠️ "Tendo em vista o último parecer da Coprodec ao pleito original, a nova estrutura proposta passou a prever a aquisição, pela Minerva, das plantas de San José e Salto, condicionada, contudo, à imediata revenda da planta localizada em Colonia para o Allana Group", informou a Minerva nesta segunda-feira (11), após o envio de um novo pedido de autorização para a aquisição das plantas ao Coprodec.
Ou seja, a Minerva está disposta a vender uma das plantas para o grupo indiano Allana para poder seguir com o negócio. Dessa forma, a companhia ainda levaria duas plantas da Marfrig e tenta evitar uma concentração excessiva de mercado, de forma a conseguir a aprovação das autoridades uruguaias para a operação.
Em fato relevante, a Marfrig ressaltou que a novo proposta não altera as condições já pactuadas com a Minerva para a operação. "A proposta alternativa da Minerva será negócio jurídico totalmente distinto da Operação – Uruguai, a ser pactuado exclusivamente por esta, sem qualquer participação ou envolvimento da Marfrig", ressaltou.
O acordo entre Minerva e Marfrig foi anunciado em agosto de 2023 e envolvia 16 plantas produtivas na América do Sul, sendo:
💰 O negócio foi avaliado em R$ 7,5 bilhões e, de acordo com a Minerva, reforçaria sua liderança como a maior exportadora de carne bovina da América do Sul. Já a Marfrig disse, em agosto de 2023, que a operação estava alinhada à "estratégia de focar na produção de carnes com marca e produtos de maior valor agregado".
A transação, contudo, também passou por ajustes no Brasil. O Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou o negócio com restrições em setembro de 2024. A avaliação foi de que as restrições eram necessárias para garantir a preservação de um ambiente competitivo e equilibrado no mercado brasileiro de carnes bovina e ovina.
Veja as restrições impostas pelo Cade ao negócio:
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