Meta (M1TA34) fecha acordo de 'dezenas de bilhões' e pode virar sócia da AMD

O contrato prevê cinco anos, a partir do segundo semestre de 2026, para compra de chips e sistemas completos voltados à IA.

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Publicado em 24/02/2026 às 14:27h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 24/02/2026 às 14:27h Atualizado 5 minutos atrás por Matheus Silva
Como parte da negociação, a Meta terá o direito de comprar ações da AMD (Imagem: Shutterstock)
Como parte da negociação, a Meta terá o direito de comprar ações da AMD (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Meta (M1TA34) anunciou nesta terça-feira (24), um acordo de proporções gigantescas com a AMD (A1MD34) para implantar 6 gigawatts em equipamentos de data center equipados com processadores voltados à inteligência artificial
O contrato, que se estende por cinco anos a partir do segundo semestre de 2026, envolve a compra de chips e sistemas completos para rodar modelos de IA e pode valer “dezenas de bilhões de dólares” por gigawatt, segundo a CEO da AMD, Lisa Su.
Como parte da negociação, a Meta receberá warrants que lhe garantem o direito de comprar até 160 milhões de ações da AMD em etapas, condicionadas ao avanço do projeto e a metas de preço da ação. 
Caso exercidas integralmente, essas garantias podem transformar a Meta em acionista majoritária da fabricante de chips.
O anúncio representa uma vitória estratégica para a AMD na disputa com a líder do setor, a Nvidia (NVDC34), e reforça a escalada de investimentos em infraestrutura de IA por parte das big techs.

Corrida por capacidade computacional

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, vem reiterando que a inteligência artificial é prioridade máxima da companhia. 
Recentemente, lançou a iniciativa Meta Compute, com meta de construir dezenas de gigawatts nesta década e centenas ao longo do tempo, em uma tentativa de garantir vantagem estratégica frente aos concorrentes.
Para efeito de comparação, um gigawatt equivale à produção de um reator nuclear, energia suficiente para abastecer cerca de 700 mil residências. O volume contratado com a AMD evidencia a magnitude da aposta.
Segundo Santosh Janardhan, chefe de infraestrutura global da Meta, os novos chips devem ser usados principalmente na fase de inferência de IA — quando modelos treinados entram efetivamente em operação. 
A empresa continuará desenvolvendo seus próprios chips e também comprando da Nvidia, adotando uma estratégia de diversificação de fornecedores.

Chips sob medida e influência no design

A Meta terá acesso a versões customizadas do próximo acelerador MI450 da AMD, além de produtos sucessores. A capacidade de influenciar diretamente o design dos semicondutores foi um dos fatores decisivos para o acordo.
Para a AMD, a parceria aprofunda um relacionamento já relevante, a Meta é hoje sua segunda maior cliente, e pode acelerar o crescimento. 
A empresa reportou US$ 34,6 bilhões em receita no ano passado e projeta expansão de 34% neste ano. 
Um incremento adicional de até US$ 10 bilhões em vendas reforçaria sua ofensiva para ganhar participação frente à Nvidia.

Reação do mercado

As ações da AMD chegaram a subir 15% no pré-mercado em Nova York após o anúncio. Ainda assim, investidores seguem atentos à sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA, em meio a temores sobre possível excesso de gastos no setor.
O acordo também carrega um sinal implícito de confiança no potencial de valorização da AMD. Parte dos warrants concedidos à Meta só poderá ser exercida se as ações atingirem US$ 600. O papel encerrou o último pregão a US$ 196,60.
📊 Com a parceria, a Meta reforça sua posição na corrida global por infraestrutura de inteligência artificial e coloca a AMD em um novo patamar na disputa pelo mercado dominado pela Nvidia.