Magazine Luiza (MGLU3) propõe pagamento de dividendos e ações saltam na Bolsa
Companhia pode pagar pagamento de R$ 225 milhões em dividendos intermediários.
O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou neste domingo (28) um aumento de capital de R$ 1,25 bilhão. A operação será inteiramente financiada pela família Trajano, controladora da varejista, e pelo banco BTG Pactual (BPAC11).
💰 De acordo com o Magazine Luiza, o aumento de capital foi aprovado pelo seu Conselho de Administração na sexta-feira (26) e tem dois objetivos principais:
A possibilidade de um aumento de capital já havia sido levantada em novembro de 2023, quando o jornal Valor Econômico publicou que a família Trajano avaliava a operação por causa do nível de endividamento.
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À época, no entanto, o CFO da empresa, Roberto Bellisimo Rodrigues, disse que o aumento de capital não era necessário, porque a estrutura de capital da varejista era bastante sólida e líquida. O Magalu, por sua vez, não negou a possibilidade, dizendo que estava "sempre avaliando alternativas estratégicas a fim de assegurar a melhor gestão financeira da Companhia".
O aumento de capital aprovado na sexta-feira (26) prevê a emissão para subscrição privada de 641.025.641 ações ordinárias, ao preço de R$ 1,95 por ação. O valor considera o preço médio ponderado por volume das ações em 26 de janeiro de 2024, com um desconto de aproximadamente 5%.
💲 De acordo com o Magazine Luiza, a família Trajano cobrirá até R$ 1 bilhão e, por isso, deve ampliar a sua participação acionária na companhia de 56,4% para 58,4% do capital total. Já o BTG irá subscrever ações de até R$ 250 milhões.
O varejista disse que o "aumento de capital representa uma transação relevante para o posicionamento estratégico da companhia" e é "uma demonstração de confiança dos controladores na companhia e em seu modelo de negócios". A capitalização ainda permitirá "acelerar os investimentos em tecnologia, ao mesmo tempo em que intensifica a redução das despesas financeiras atualmente em curso".
Companhia pode pagar pagamento de R$ 225 milhões em dividendos intermediários.
No acumulado do ano, a gigante do varejo atingiu um lucro líquido de R$ 448,7 milhões.