Lula tenta conter alta na conta de luz com crédito de R$ 7 bi às distribuidoras

A medida surge após a Aneel projetar uma alta de 8% nas tarifas de energia para 2026, quase o dobro do IPCA estimado.

Author
Publicado em 27/03/2026 às 17:07h Publicado em 27/03/2026 às 17:07h por Matheus Silva
O crédito seria concedido pelo BNDES (Imagem: Shutterstock)
O crédito seria concedido pelo BNDES (Imagem: Shutterstock)
💡 O governo federal estuda viabilizar um empréstimo de até R$ 7 bilhões para distribuidoras de energia elétrica como forma de conter o aumento da conta de luz, confirmaram integrantes do governo ao jornal Folha de S.Paulo. 
O crédito seria concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O tema ganhou urgência em ano eleitoral, em um contexto de queda de aprovação do governo e aumento do endividamento das famílias brasileiras. 
A estratégia é aliviar o custo da energia atuando diretamente sobre as distribuidoras, com recursos para amortecer os repasses decorrentes da alta nos custos operacionais.

Aneel projeta alta média de 8% nas tarifas em 2026

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou em 17 de março a projeção de alta média de 8% nas tarifas de energia dos consumidores brasileiros em 2026, patamar quase o dobro da expectativa para o IPCA, atualmente em 3,9%. 
A medida em estudo mira principalmente distribuidoras das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, onde os reajustes tendem a ser ainda mais elevados.
A iniciativa não é inédita. Medida semelhante foi adotada durante os governos de Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL), ambos também em períodos eleitorais. 
📊 Em outubro, Lula já havia sancionado uma MP (Medida Provisória) que ampliou os descontos na conta de luz para cerca de 60 milhões de pessoas, reforçando o programa de tarifa social em vigor desde julho de 2025.