🚨 A JPMorgan Asset Management decidiu se antecipar às mudanças regulatórias e lançou no Brasil os BDRs do ETF ativo
JPMorgan Equity Premium Income ETF (JEPI), considerado o maior do mundo na categoria de gestão ativa.
Embora ETFs ativos ainda sejam proibidos no mercado doméstico, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) incluiu o tema na agenda regulatória deste ano.
A mudança, no entanto, depende de consulta pública e deve levar tempo. Enquanto isso, a gestora optou por oferecer o produto por meio de
Brazilian Depositary Receipts (BDRs), permitindo que investidores brasileiros tenham acesso ao ETF listado no exterior.
Segundo Giuliano De Marchi, CEO da gestora para a América Latina, o lançamento pode representar um divisor de águas para a indústria local, ao ampliar o acesso a estratégias ativas em formato de ETF.
Já Travis Spence, chefe global de ETFs da casa, destacou que o momento é oportuno para diversificação internacional, especialmente diante do início do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil e da perspectiva de maior volatilidade com as eleições presidenciais.
O que é o JEPI?
O JEPI é um ETF ativo focado em ações americanas de grande capitalização, combinado com estratégia de geração de renda via opções.
O objetivo é oferecer exposição à renda variável com menor volatilidade e fluxo recorrente de
dividendos, característica que atrai investidores em busca de renda periódica.
A JPMorgan é hoje uma das maiores gestoras globais em ETFs ativos, com mais de cem produtos nessa modalidade. A estratégia da casa é ampliar gradualmente sua oferta no Brasil, trazendo ao mercado local sua linha internacional.
Novo capítulo para os ETFs no Brasil
O lançamento reforça o avanço da indústria de investimentos no país, que vem ampliando o acesso a produtos globais via BDRs.
Caso a CVM avance na regulamentação de ETFs ativos domésticos, o mercado pode passar por uma transformação relevante, com mais competição entre gestoras e diversificação de estratégias disponíveis ao investidor brasileiro.
📈 Até lá, o JEPI passa a ser a principal porta de entrada para quem busca exposição a um ETF ativo global sem sair da
B3 (B3SA3).