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Itaú (ITUB4) tomou medidas preventivas e encerrou todas as contas que mantinha com a securitizadora Base, emissora de títulos de renda fixa lastreados em ativos imobiliários, após o seu CEO, Cesar Reginato Ligeiro, virar investigado na Operação Compliance Zero, que segue a trilha de dinheiro das
fraudes do Banco Master. As informações foram publicadas em primeira mão pelo Valor Econômico.
No último dia 6 de março, a securitizadora Base então informou aos investidores que colocaram dinheiro em ao menos 19
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) que as contas da empresa no Itaú haviam sido fechadas, bem como a renúncia à prestação de serviços de escrituração.
Diferente dos títulos bancários, como poupança,
CDBs,
LCAs e
LCIs, os títulos de renda fixa privados, como
CRIs, não têm proteção do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Em caso de dificuldades financeiras da empresa emissora, os investidores podem acabar assumindo os prejuízos da operação.
Ainda no dia 27 de janeiro de 2026, o Itaú havia notificado a securitizadora Base sobre o fechamento das contas do tipo centralizadora ou arrecadadora, que são comumente usadas para administrar o fluxo financeiro de títulos como
CRIs, dando o prazo de 30 dias para a desvinculação dos serviços.
Segundo a securitizadora Base, já foi providenciada a abertura de novas contas segregadas para tocar as operações dos CRIs emitidos no mercado.
Dos 19 títulos de renda fixa imobiliária, ao menos seis deles têm como agente fiduciário a Reag Investimentos,
que até deixou a bolsa de valores após ter policiais federais batendo em sua porta no coração da Faria Lima por elos com a lavagem de dinheiro a facções criminosas.
Em nota, a empresa alega que o executivo Cesar Reginato Ligeiro, no encalço da Polícia Federal, não faz parte do quadro societário e administrativo da Base desde 2022.