Irã destrói navio petroleiro dos EUA no Golfo Pérsico; cotação do petróleo sobe 6%

Cotação do petróleo americano WTI dispara mais com risco geopolítico, seguido de perto pelo tipo Brent.

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Publicado em 05/03/2026 às 15:12h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 05/03/2026 às 15:12h Atualizado 3 minutos atrás por Lucas Simões
Ações de petroleiras ao redor do mundo reagem de maneiras distintas ao noticiário (Imagem: Shutterstock)
Ações de petroleiras ao redor do mundo reagem de maneiras distintas ao noticiário (Imagem: Shutterstock)
As cotações do petróleo no mercado internacional chegaram a disparar mais de +6% nesta quinta-feira (5), depois que o Irã diz ter destruído um navio petroleiro dos Estados Unidos na porção norte do Golfo Pérsico com uso de míssil. Já as ações de petroleiras ao redor do mundo apresentam desempenho misto diante do fato.
Conforme informações da mídia estatal iraniana, o míssil que atingiu o navio petroleiro foi disparado pela marinha do Irã, a qual já havia declarado que, durante o período de conflito armado, a navegação pela região do Estreito de Ormuz, rota que liga o Golfo Pérsico aos mercados globais, está suspensa e sob risco de bombardeios.
Quem teve maior impacto diante do ataque iraniano foi a cotação do petróleo americano WTI (West Intermediate Texas), que chegou a disparar +6,86%, valendo US$ 79,78 por barril. Já o petróleo tipo Brent, referência global e inclusive utilizado pela Petrobras (PETR4), avançava +4,31%, beirando os US$ 85 por barril no início da tarde (horário de Brasília).
Todavia, a estatal brasileira operava em queda de -0,77%, negociada por 40,19 por ação, à medida que investidores realizam lucros. Entre seus pares privados, a Prio (PRIO3) levava a melhor, saltando +3,71%, com o mercado também repercutindo as oportunidades com a liberação sobre o Campo de Wahoo
No exterior, a maior petroleira americana, a Exxon Mobil (XOM), estava praticamente no zero a zero, exibindo ligeira alta de +0,05%, apesar do salto na cotação do petróleo WTI. A sua rival, a Chevron (CVX), se apreciava +1,32%. 
Seja como for, o ataque do Irã contra um navio petroleiro americano entra em rota de colisão com as falas recentes do presidente dos EUA Donald Trump, que disse que colocaria a marinha americana à disposição para escolta de navios no Estreito de Ormuz diante das ameaças do regime dos aiatolás.
Vale mencionar que essa rota marítima é uma das mais estratégicas do planeta, responsável por entre 20% e 25% do fluxo global de petróleo, que abastece principalmente países asiáticos, como China, Coreia do Sul e Japão.