Ibovespa namora os 142 mil pontos em novo recorde; veja quais ações disparam
Principal índice da B3 renova máxima aos 142.138,27 pontos, puxado por bancos e varejistas.
Enquanto tem muita gente só monitorando o que acontece com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) em 2025, fato é que os investimentos no Brasil estão passando por um momento ímpar bastante positivo, o qual não era visto desde 2016. Nossa bolsa de valores não está apenas subindo forte em reais, como também avança com fôlego em dólares.
No acumulado do ano, até o dia 29 de agosto, o chamado Ibovespa em dólares dispara +34,17%, o segundo melhor desempenho na série histórica desde 2010, segundo estudo elaborado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.
O recorde nesse período foi em 2016, quando o índice brasileiro disparou +66,46% em dólares, impulsionado pela forte queda do dólar naquele ano.
"Tamanho resultado do Ibovespa em dólar neste ano é fortemente turbinado pela desvalorização da moeda americana frente ao real. O dólar Ptax caiu −12,37% em 2025, sua segunda maior queda desde 2010 — atrás apenas da desvalorização de −16,54% registrada também em 2016", explica o consultor financeiro.
Vale entender que a análise histórica mostra que o dólar e o Ibovespa em dólares caminharam em direções opostas em 14 dos 16 anos analisados. Ou seja, quando o dólar sobe, a Bolsa tende a cair em dólares e vice-versa. Apenas em dois anos ambos apresentaram o mesmo sinal (alta conjunta ou queda conjunta).
Os anos em que o dólar apresentou forte valorização — como em 2015 (+47,01%), 2020 (+28,93%) e 2024 (+27,91%) — coincidiram com alguns dos piores desempenhos do Ibovespa em dólares (-41,03%, −20,18% e −29,92%, respectivamente).
Para Einar Rivero, o peso do câmbio é fundamental na percepção internacional para com as ações brasileiras listadas na B3: quando o real se desvaloriza, mesmo que o Ibovespa suba em reais, o retorno em dólares tende a ser negativo para o investidor estrangeiro.
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Após dois anos de quedas expressivas do Ibovespa em dólares, 2025 representa uma reversão de tendência, na avaliação do CEO da Elos Ayta, já que o índice de referência devolve agora parte das perdas recentes e recoloca o Brasil no radar internacional.
Na prática, o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) é a forma mais prática de se expor ao desempenho do Ibovespa em dólar, uma vez que esse fundo de índice mantém uma carteira de ações brasileiras e é negociado em dólar na bolsa americana.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) há seis meses, hoje você teria US$ 1.223,14, já considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar.
A simulação também aponta que o Vanguard S&P 500 ETF (VOO), investimento que replica as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, teria retornado US$ 1.091,87 nas mesmas condições.
Principal índice da B3 renova máxima aos 142.138,27 pontos, puxado por bancos e varejistas.
Em ofício à CVM, BB disse que declaração não teve objetivo de influenciar o preço das ações.