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Antes de terminar a semana, os mercados operam a favor do Brasil nesta sexta-feira (10). Tanto a cotação do dólar quanto a pontuação do Ibovespa (IBOV) operam em recordes durante essa manhã.
A moeda norte-americana voltou a um patamar que não era visto pelo menos desde 2024, depois de cair mais de 1%. Na conversão oficial, o dólar é negociado por R$ 5,01 e há indícios de que possa voltar à casa dos R$ 4 ainda durante o pregão.
Um movimento parecido é visto na bolsa de valores, que tem seu principal índice batendo um novo recorde. O IBOV sobe 1,2% e opera no patamar de 197,4 mil pontos, o maior nível da história do mercado acionário brasileiro.
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Os resultados são reflexos do arrefecimento das tensões no Oriente Médio e do avanço do cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã. O barril de petróleo do tipo Brent cai cerca de 0,3% e é negociado aos US$ 95.
A reação positiva é tamanha que o mercado doméstico ignora a inflação de março, divulgada pela manhã, que veio em 0,88%, acima da projeção dos analistas. Apesar da aceleração, no acumulado de 12 meses, o aumento dos preços continua dentro do intervalo da meta do Banco Central.
O movimento de aceleração do Ibov é puxado sobretudo pelas ações da Hapvida (HAPV3), que, depois de dias em baixa, voltaram a acelerar. Neste pregão, a rede de saúde sobe 11%, negociando seus papéis a R$ 13.
A companhia vem passando por uma crise desde o fim do ano passado, que a fez perder quase metade de seu valor de mercado apenas em 2026. Na véspera, a companhia anunciou uma reestruturação no seu alto escalão, fazendo com que os investidores passem a olhar com mais otimismo para o negócio.
Outra empresa que contribui para o desempenho da B3 hoje é a Engie (EGIE3), que vê seu ticker avançar 5,5%, para R$ 36,30. Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), Allos (ALOS3) e Sabesp (SBSP3) sobem mais de 2,5% cada uma, também fortalecendo o resultado do Ibovespa.
Na outra ponta, quem mais sofre é a LWSA (LWSA3), que cai 3,6% e volta à casa de R$ 3,65. Cury (CURY3) e Automob (AMOB3) aparecem na sequência, com perdas médias de 1,75% cada uma, de acordo com dados da bolsa brasileira.
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